segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sobre o Planeta Terra...

Depois de dois shows absolutamente perfeitos, a semana musical terminou, ao menos para mim, com os bons shows do Planeta Terra.

Minha intenção era ver algumas das bandas do palco Indie, mas confesso que a "idade" e uma certa alergia/preguiça de muvuca me fizeram ficar pelo palco principal, afinal de contas havia conseguido um ingresso para o camarote (tks Pita!!!) e a tentação do "conforto" pesou.

O primeiro show assistido foi o do Mika, que também foi a minha maior surpresa.

Admito que tinha um enorme bode do Mika, conhecia só alguns clipes e nada me despertou maior atenção.

Pois bem, pra começar quebrando a cara, um bom show, animadíssimo, que fez a galera na pista curtir de verdade. Boa banda e ótima presença de palco.

Gostei e vou tentar conhecer melhor o trabalho dele.



Depois veio o Phoenix – verdadeira razão do meu interesse pelo festival.
Pois o que ocorreu foi absolutamente o inverso. A expectativa era grande e confesso que fiquei meio frustrado.

Não que não tenha gostado, as músicas são ótimas e executadas à perfeição (é inegável que a abertura do show com o maior hit – Lizstomania foi matadora), mas para mim soou redondo demais. Talvez a distância proporcionada pelo camarote e a certa dificuldade de acompanhar o show visualmente tenha atrapalhado. Ficou a sensação de que no Via Funchal teria sido infinitamente melhor. O ponto alto do show do Phoenix, para mim, foi trocar uma idéia totalmente surreal com Otto.



Na sequência, o Pavement fez um show, que se não despertou muito o interesse da audiência em geral, à exceção dos fãs, também me surpreendeu positivamente. Tenho que dizer que não conhecia muito da banda até então. Músicas bacanas e uma boa dose de guitarras barulhentas(preferia ter visto o Blur, “irmão” inglês do Pavement, mas valeu). Foi o melhor dos shows que assisti no festival.



O final com Smashing Pumpkings foi morno. A apresentação pareceu tecnicamente muito boa, isto é, uma banda afiada com boas músicas no repertório.

Mas o problema talvez tenha sido a falta de mais hits, o que, se por um lado, demonstra uma atitude corajosa e bastante autoral por parte da banda, me parece um pouco fora de contexto para um festival. Como nunca fui um grande admirador, ainda assim foi bacana ouvir Today, Bullet with butterfly wings (grande música) e Ava Adore.



Infelizmente não achei um vídeo tão bom quantos os das outras bandas.

Quanto à estrutura, sem muitos pontos negativos, apenas algumas ressalvas. Em primeiro lugar, uma certa escassez de estacionamentos. Utilizar a estrutura do parque é uma grande sacada, só que o grande público torna por vezes a movimentação um pouco lenta, sem contar a sinalização um pouco confusa (nada comparado ao terror da Chácara do Jockey). Como não ia ao Playcenter há mais de 20 anos, tudo pareceu um pouco menor do que era no passado. Ainda assim, confesso que despencar de um elevador e andar num looping meio bêbado foram coisas muito bacanas.

Com relação à área Vip, o fato de não ser na frente do palco é um de seus grandes pontos positivos, pois se não é o ideal para quem está lá, não atrapalha a maioria do público que realmente quer ver seus artistas favoritos. E tem mais, como no Brasil todo mundo é Vip (inclusive eu, rsss), até o camarote ficou lotado, o que obrigou, por questões de segurança mesmo, que o acesso ao segundo andar fosse interditado por conta da lotação, sendo reaberto somente no meio do último show.

No geral, parabéns à organização.

Em tempo, a qualidade do som estava muito boa!!!

Abs.

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