Abrimos os trabalhos de hoje com a segunda edição do especial de quarta, que na semana passada ficou prejudicado por conta da correria decorrente do feriado.
Aproveitando a onda do festival Planeta Terra, segue um vídeo (que já rodou bastante nos blogs de música por aí) em que a banda Phoenix comenta algumas de suas músicas preferidas, direto na vitrolinha. É longo, mas vale a pena.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
SFA Live
Ao vivo no programa Later with Jools Holland:
E em duas ocasiões no festival de Glastonbury, 2007 e 2003:
Essa faixa, ZOOM!, é do disco Love Kraft, produzido pelo Mario C., brasileiro que já assinou discos de Marcelo D2 a Vanessa da Matta, além, claro, das produssas mais clássicas dos BEastie Boys:
E pra finalizar, Inaugural Trams, do último álbum, com destaque para a participação de Nick Mcarthy, do Franz Ferdinand, fazendo seu rap em alemão (infelizmente trata-se de uma gravação feita da platéia, mas vale pela curiosidade):
E em duas ocasiões no festival de Glastonbury, 2007 e 2003:
Essa faixa, ZOOM!, é do disco Love Kraft, produzido pelo Mario C., brasileiro que já assinou discos de Marcelo D2 a Vanessa da Matta, além, claro, das produssas mais clássicas dos BEastie Boys:
E pra finalizar, Inaugural Trams, do último álbum, com destaque para a participação de Nick Mcarthy, do Franz Ferdinand, fazendo seu rap em alemão (infelizmente trata-se de uma gravação feita da platéia, mas vale pela curiosidade):
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Artista da semana
Dias atrás me fizeram uma pergunta que não soube responder: qual o seu artista/banda favorito?
Ainda que ache muito injusto e desnecessário gostar mais de este ou aquele artista/banda, a pergunta não saiu de minha cabeça, e após muitas horas de reflexão acho que consegui obter uma resposta satisfatória.
Antes de chegar ao clímax, é importante dizer que os artistas/bandas abaixo são essenciais na minha formação cultural e pessoal, e por isso não podem deixar de serem mencionados:
- Beatles e Stones são fundamentais, já tive fases mais Stones e outras mais Beatles. Na dúvida, fico com os dois;
- Nos EUA, Neil Young (leia-se Deus), Beach Boys, Velvet Undergroung, Stooges, KISS (quem nunca gostou de KISS bom sujeito não é), R.E.M. (sem comentários), Red Hot Chilli Peppers, Beastie Boys e por aí vai. Sem falar em Bob Dylan (paixão relativamente recente) e em todos os monstros do Jazz, como Miles, Conltrane e Chet Baker;
- Voltando à ilha mais sônica do Mundo (Universo): Bowie, The Clash, Sex Pistols, PIL, The Specials, The Beat, Blur (mais do que Oasis), Primal Scream, New Order e Radiohead;
- Isso sem falar na galera do Brasil: Milton Nascimento (fase Clube da Esquina), Secos e Molhados, Gilberto Gil (final dos 60 e início dos 70), Paralamas do Sucesso (a maior banda de rock do Brasil – um dia explico minha teoria) e o GRANDE Lobão;
- E passeando pelo Mundo temos Gainsbourg, Fela, Lee Perry e todos os mestres do dub e da música jamaicana.
Todos esses artistas e bandas poderiam figurar como resposta à pergunta inicial.
E ainda que tenha que dar uma resposta apenas, não consigo ficar com uma banda somente.
Por isso, e por ora, basta dizer que a Nação Zumbi é minha banda brasileira favorita, muito importante na minha formação como apreciador de música. Contudo, deixemos Nação Zumbi para um momento oportuno.
Quero falar – e apresentar, em alguns casos – a vocês os Super Furry Animals, banda formada no País de Gales e que começou a fazer barulho em meados dos anos 90, na cola do estouro do britpop.
Só que reduzir os SFA a meros integrantes da cena britpop é reduzir as coisas a um limite inaceitável.
E esta é a razão de eu elencar os SFA como minha banda favorita: eles condensam em seu universos mais do que particular, o melhor de todos os artistas e bandas acima citados.
SFA é punk, é rock, é eletrônico, psicodélico, pop, soul, tudo ao mesmo tempo e agora!!!
Segundo definição de um fã um tanto quanto exagerado, os SFA são a banda que os Beatles gostariam de ter sido. Exagero à parte, somado ao fato de que sem Beatles não haveria SFA, essa afirmação tem uma certa lógica.
Sem delongas, Super Furry Animals:
Hoje ficaremos com os clipes (inventivos e originais da banda), e durante a semana eu vou inundando o blog com vídeos e informações sobre eles.
Clipe tirado do primeiro disco. Nessa época, eles compraram um tanque de guerra (isso mesmo, literalmente) que pintaram de azul e causavam o caos nos backstages dos festivais europeus.
Northern Lites, uma ode ao Curling, grande esporte de inverno
The man who don´t give a fuck,hHino supremo para a vida!
Em 2000, os SFA gravaram um disco inteiro em sua língua mãe, o galês, notória pela quantidade de consoantes possíveis em uma mesma palavra, álbum que veio a ser o disco cantado em galês mais vendido da história (RSS) e rendeu aos SFA uma condecoração no parlamento galês pela iniciativa de manutenção da cultura original. Aliás, o primeiro disco dos SFA (na verdade um EP independente, figura no livro dos recordes como o maior nome de um álbum em todos os tempos “Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch”, que significa “in space”.
Essa é a música que mais sucesso trouxe aos SFA, especialmente nos EUA, do disco Rings around the world. Trata-se de um soul fantástico, mas que para os SFA não poderia ser uma mera emulação da música negra americana, e por isso soa um tanto quanto artificial – especialmente nos vocais com efeitos –, com forte influência do plastic soul de David Bowie.
Duas do disco Phantom Power, que trouxe os SFA pela primeira vez ao Brasil. A primeira, Golden Retriever, é um dos exemplos de músicas com títulos inusitados dos SFA – acredite, eles são os melhores nisso -, além de apresentar a banda com uma fantasia engraçadíssima, e que era utilizada no bis dos shows daquela turnê. A segunda, Hello Sunshine é uma bela balada, que mostra a aproximação da banda com as artes visuais (as capas dos discos são um capítulo à parte).
Mais duas, agora do disco Hey Venus!, estréia dos SFA no selo Rough Trade (responsável por lançar, dentre outros os Smiths). A primeira música é um pop à lá Beach Boys – forte influência dos furries, e também traz uma produção no estilo “wall of sound” de Phil Spector. Quanto à segunda, mais uma balada lindíssima, o final do clipe – apropriado ao clima de final de ano que está chegando – é imperdível!
E, pra finalizar, música do último, e melhor disco, que trouxe os furries para o Brasil no ano passado.
Até amanhã!
Ainda que ache muito injusto e desnecessário gostar mais de este ou aquele artista/banda, a pergunta não saiu de minha cabeça, e após muitas horas de reflexão acho que consegui obter uma resposta satisfatória.
Antes de chegar ao clímax, é importante dizer que os artistas/bandas abaixo são essenciais na minha formação cultural e pessoal, e por isso não podem deixar de serem mencionados:
- Beatles e Stones são fundamentais, já tive fases mais Stones e outras mais Beatles. Na dúvida, fico com os dois;
- Nos EUA, Neil Young (leia-se Deus), Beach Boys, Velvet Undergroung, Stooges, KISS (quem nunca gostou de KISS bom sujeito não é), R.E.M. (sem comentários), Red Hot Chilli Peppers, Beastie Boys e por aí vai. Sem falar em Bob Dylan (paixão relativamente recente) e em todos os monstros do Jazz, como Miles, Conltrane e Chet Baker;
- Voltando à ilha mais sônica do Mundo (Universo): Bowie, The Clash, Sex Pistols, PIL, The Specials, The Beat, Blur (mais do que Oasis), Primal Scream, New Order e Radiohead;
- Isso sem falar na galera do Brasil: Milton Nascimento (fase Clube da Esquina), Secos e Molhados, Gilberto Gil (final dos 60 e início dos 70), Paralamas do Sucesso (a maior banda de rock do Brasil – um dia explico minha teoria) e o GRANDE Lobão;
- E passeando pelo Mundo temos Gainsbourg, Fela, Lee Perry e todos os mestres do dub e da música jamaicana.
Todos esses artistas e bandas poderiam figurar como resposta à pergunta inicial.
E ainda que tenha que dar uma resposta apenas, não consigo ficar com uma banda somente.
Por isso, e por ora, basta dizer que a Nação Zumbi é minha banda brasileira favorita, muito importante na minha formação como apreciador de música. Contudo, deixemos Nação Zumbi para um momento oportuno.
Quero falar – e apresentar, em alguns casos – a vocês os Super Furry Animals, banda formada no País de Gales e que começou a fazer barulho em meados dos anos 90, na cola do estouro do britpop.
Só que reduzir os SFA a meros integrantes da cena britpop é reduzir as coisas a um limite inaceitável.
E esta é a razão de eu elencar os SFA como minha banda favorita: eles condensam em seu universos mais do que particular, o melhor de todos os artistas e bandas acima citados.
SFA é punk, é rock, é eletrônico, psicodélico, pop, soul, tudo ao mesmo tempo e agora!!!
Segundo definição de um fã um tanto quanto exagerado, os SFA são a banda que os Beatles gostariam de ter sido. Exagero à parte, somado ao fato de que sem Beatles não haveria SFA, essa afirmação tem uma certa lógica.
Sem delongas, Super Furry Animals:
Hoje ficaremos com os clipes (inventivos e originais da banda), e durante a semana eu vou inundando o blog com vídeos e informações sobre eles.
Clipe tirado do primeiro disco. Nessa época, eles compraram um tanque de guerra (isso mesmo, literalmente) que pintaram de azul e causavam o caos nos backstages dos festivais europeus.
Northern Lites, uma ode ao Curling, grande esporte de inverno
The man who don´t give a fuck,hHino supremo para a vida!
Em 2000, os SFA gravaram um disco inteiro em sua língua mãe, o galês, notória pela quantidade de consoantes possíveis em uma mesma palavra, álbum que veio a ser o disco cantado em galês mais vendido da história (RSS) e rendeu aos SFA uma condecoração no parlamento galês pela iniciativa de manutenção da cultura original. Aliás, o primeiro disco dos SFA (na verdade um EP independente, figura no livro dos recordes como o maior nome de um álbum em todos os tempos “Llanfairpwllgwyngyllgogerychwyrndrobwllllantysiliogogogoch”, que significa “in space”.
Essa é a música que mais sucesso trouxe aos SFA, especialmente nos EUA, do disco Rings around the world. Trata-se de um soul fantástico, mas que para os SFA não poderia ser uma mera emulação da música negra americana, e por isso soa um tanto quanto artificial – especialmente nos vocais com efeitos –, com forte influência do plastic soul de David Bowie.
Duas do disco Phantom Power, que trouxe os SFA pela primeira vez ao Brasil. A primeira, Golden Retriever, é um dos exemplos de músicas com títulos inusitados dos SFA – acredite, eles são os melhores nisso -, além de apresentar a banda com uma fantasia engraçadíssima, e que era utilizada no bis dos shows daquela turnê. A segunda, Hello Sunshine é uma bela balada, que mostra a aproximação da banda com as artes visuais (as capas dos discos são um capítulo à parte).
Mais duas, agora do disco Hey Venus!, estréia dos SFA no selo Rough Trade (responsável por lançar, dentre outros os Smiths). A primeira música é um pop à lá Beach Boys – forte influência dos furries, e também traz uma produção no estilo “wall of sound” de Phil Spector. Quanto à segunda, mais uma balada lindíssima, o final do clipe – apropriado ao clima de final de ano que está chegando – é imperdível!
E, pra finalizar, música do último, e melhor disco, que trouxe os furries para o Brasil no ano passado.
Até amanhã!
Sobre o Planeta Terra...
Depois de dois shows absolutamente perfeitos, a semana musical terminou, ao menos para mim, com os bons shows do Planeta Terra.
Minha intenção era ver algumas das bandas do palco Indie, mas confesso que a "idade" e uma certa alergia/preguiça de muvuca me fizeram ficar pelo palco principal, afinal de contas havia conseguido um ingresso para o camarote (tks Pita!!!) e a tentação do "conforto" pesou.
O primeiro show assistido foi o do Mika, que também foi a minha maior surpresa.
Admito que tinha um enorme bode do Mika, conhecia só alguns clipes e nada me despertou maior atenção.
Pois bem, pra começar quebrando a cara, um bom show, animadíssimo, que fez a galera na pista curtir de verdade. Boa banda e ótima presença de palco.
Gostei e vou tentar conhecer melhor o trabalho dele.
Depois veio o Phoenix – verdadeira razão do meu interesse pelo festival.
Pois o que ocorreu foi absolutamente o inverso. A expectativa era grande e confesso que fiquei meio frustrado.
Não que não tenha gostado, as músicas são ótimas e executadas à perfeição (é inegável que a abertura do show com o maior hit – Lizstomania foi matadora), mas para mim soou redondo demais. Talvez a distância proporcionada pelo camarote e a certa dificuldade de acompanhar o show visualmente tenha atrapalhado. Ficou a sensação de que no Via Funchal teria sido infinitamente melhor. O ponto alto do show do Phoenix, para mim, foi trocar uma idéia totalmente surreal com Otto.
Na sequência, o Pavement fez um show, que se não despertou muito o interesse da audiência em geral, à exceção dos fãs, também me surpreendeu positivamente. Tenho que dizer que não conhecia muito da banda até então. Músicas bacanas e uma boa dose de guitarras barulhentas(preferia ter visto o Blur, “irmão” inglês do Pavement, mas valeu). Foi o melhor dos shows que assisti no festival.
O final com Smashing Pumpkings foi morno. A apresentação pareceu tecnicamente muito boa, isto é, uma banda afiada com boas músicas no repertório.
Mas o problema talvez tenha sido a falta de mais hits, o que, se por um lado, demonstra uma atitude corajosa e bastante autoral por parte da banda, me parece um pouco fora de contexto para um festival. Como nunca fui um grande admirador, ainda assim foi bacana ouvir Today, Bullet with butterfly wings (grande música) e Ava Adore.
Infelizmente não achei um vídeo tão bom quantos os das outras bandas.
Quanto à estrutura, sem muitos pontos negativos, apenas algumas ressalvas. Em primeiro lugar, uma certa escassez de estacionamentos. Utilizar a estrutura do parque é uma grande sacada, só que o grande público torna por vezes a movimentação um pouco lenta, sem contar a sinalização um pouco confusa (nada comparado ao terror da Chácara do Jockey). Como não ia ao Playcenter há mais de 20 anos, tudo pareceu um pouco menor do que era no passado. Ainda assim, confesso que despencar de um elevador e andar num looping meio bêbado foram coisas muito bacanas.
Com relação à área Vip, o fato de não ser na frente do palco é um de seus grandes pontos positivos, pois se não é o ideal para quem está lá, não atrapalha a maioria do público que realmente quer ver seus artistas favoritos. E tem mais, como no Brasil todo mundo é Vip (inclusive eu, rsss), até o camarote ficou lotado, o que obrigou, por questões de segurança mesmo, que o acesso ao segundo andar fosse interditado por conta da lotação, sendo reaberto somente no meio do último show.
No geral, parabéns à organização.
Em tempo, a qualidade do som estava muito boa!!!
Abs.
Minha intenção era ver algumas das bandas do palco Indie, mas confesso que a "idade" e uma certa alergia/preguiça de muvuca me fizeram ficar pelo palco principal, afinal de contas havia conseguido um ingresso para o camarote (tks Pita!!!) e a tentação do "conforto" pesou.
O primeiro show assistido foi o do Mika, que também foi a minha maior surpresa.
Admito que tinha um enorme bode do Mika, conhecia só alguns clipes e nada me despertou maior atenção.
Pois bem, pra começar quebrando a cara, um bom show, animadíssimo, que fez a galera na pista curtir de verdade. Boa banda e ótima presença de palco.
Gostei e vou tentar conhecer melhor o trabalho dele.
Depois veio o Phoenix – verdadeira razão do meu interesse pelo festival.
Pois o que ocorreu foi absolutamente o inverso. A expectativa era grande e confesso que fiquei meio frustrado.
Não que não tenha gostado, as músicas são ótimas e executadas à perfeição (é inegável que a abertura do show com o maior hit – Lizstomania foi matadora), mas para mim soou redondo demais. Talvez a distância proporcionada pelo camarote e a certa dificuldade de acompanhar o show visualmente tenha atrapalhado. Ficou a sensação de que no Via Funchal teria sido infinitamente melhor. O ponto alto do show do Phoenix, para mim, foi trocar uma idéia totalmente surreal com Otto.
Na sequência, o Pavement fez um show, que se não despertou muito o interesse da audiência em geral, à exceção dos fãs, também me surpreendeu positivamente. Tenho que dizer que não conhecia muito da banda até então. Músicas bacanas e uma boa dose de guitarras barulhentas(preferia ter visto o Blur, “irmão” inglês do Pavement, mas valeu). Foi o melhor dos shows que assisti no festival.
O final com Smashing Pumpkings foi morno. A apresentação pareceu tecnicamente muito boa, isto é, uma banda afiada com boas músicas no repertório.
Mas o problema talvez tenha sido a falta de mais hits, o que, se por um lado, demonstra uma atitude corajosa e bastante autoral por parte da banda, me parece um pouco fora de contexto para um festival. Como nunca fui um grande admirador, ainda assim foi bacana ouvir Today, Bullet with butterfly wings (grande música) e Ava Adore.
Infelizmente não achei um vídeo tão bom quantos os das outras bandas.
Quanto à estrutura, sem muitos pontos negativos, apenas algumas ressalvas. Em primeiro lugar, uma certa escassez de estacionamentos. Utilizar a estrutura do parque é uma grande sacada, só que o grande público torna por vezes a movimentação um pouco lenta, sem contar a sinalização um pouco confusa (nada comparado ao terror da Chácara do Jockey). Como não ia ao Playcenter há mais de 20 anos, tudo pareceu um pouco menor do que era no passado. Ainda assim, confesso que despencar de um elevador e andar num looping meio bêbado foram coisas muito bacanas.
Com relação à área Vip, o fato de não ser na frente do palco é um de seus grandes pontos positivos, pois se não é o ideal para quem está lá, não atrapalha a maioria do público que realmente quer ver seus artistas favoritos. E tem mais, como no Brasil todo mundo é Vip (inclusive eu, rsss), até o camarote ficou lotado, o que obrigou, por questões de segurança mesmo, que o acesso ao segundo andar fosse interditado por conta da lotação, sendo reaberto somente no meio do último show.
No geral, parabéns à organização.
Em tempo, a qualidade do som estava muito boa!!!
Abs.
Hoje tem mais...
Não deu para ir, mas vendo ontem um pouco pela TV deu para ter um gostinho e ficar feliz por quem foi (só Jet, Blackbird e Band on the run já valem qualquer show!!!).
Aliás, recomendo a leitura da coluna do Álvaro Pereira Jr hoje no Folhateen, ele assistiu ao show do Macca em BAires e consegui passar para o papel um relato sobre a entrega total do grande mestre no show. Convenhamos, com quase 70 anos e a maior conta bancária do mundo da música, ele realmente não precisaria mais disso.
E esse baterista, que figura!!!
Pra finalizar o post, a história da gravação de Band on the run na Nigéria, nas palavras do próprio Macca (retirado do Blog do Terron - With Lasers):
"Quando Paul McCartney e Fela Kuti se encontraram, em 1973
No segundo semestre de 1973, Paul McCartney e o que restava de seu Wings (Linda McCartney e Denny Laine) partiram para Lagos, na Nigéria, para gravar um novo álbum. A escolha do local não teve muito segredo: o ex-beatle pegou uma lista dos estúdios da gravadora EMI ao redor do mundo e selecionou um. Ele chegou até a considerar o Rio de Janeiro.
Chegando lá, tudo deu errado: o estúdio não estava pronto, Paul e Linda foram assaltados e perderam as demos do disco no qual estavam trabalhando. E, um belo dia, o Poderoso Chefão da música local apareceu para dar uma prensa em McCartney. Ele mesmo explicou a situação, no livro Wingspan: Paul McCartney's Band on the Run.
"O maioral local, Fela Ransome-Kuti, que fazia shows incríveis com suas trinta mulheres dançando com os peitos de fora e vestindo saias de mato, apareceu no estúdio um dia e me acusou de ser um ocidental tentando roubar a música negra. Poderia ter sido bem perigoso porque ele era um figurão poderoso na área. Então toquei nossas gravações para ele e disse: 'Diga-me se você acha que estou roubando a sua música. Se você achar que sim, não uso essa faixa.' Eu sabia que tudo ficaria bem - não tínhamos ido até lá para roubar ritmos locais, tínhamos ido porque pensamos que seria um lugar legal para gravarmos. Ele se acalmou depois de ouvir as faixas."
Foi difícil, mas assim nasceu o clássico Band on the Run."
Aliás, recomendo a leitura da coluna do Álvaro Pereira Jr hoje no Folhateen, ele assistiu ao show do Macca em BAires e consegui passar para o papel um relato sobre a entrega total do grande mestre no show. Convenhamos, com quase 70 anos e a maior conta bancária do mundo da música, ele realmente não precisaria mais disso.
E esse baterista, que figura!!!
Pra finalizar o post, a história da gravação de Band on the run na Nigéria, nas palavras do próprio Macca (retirado do Blog do Terron - With Lasers):
"Quando Paul McCartney e Fela Kuti se encontraram, em 1973
No segundo semestre de 1973, Paul McCartney e o que restava de seu Wings (Linda McCartney e Denny Laine) partiram para Lagos, na Nigéria, para gravar um novo álbum. A escolha do local não teve muito segredo: o ex-beatle pegou uma lista dos estúdios da gravadora EMI ao redor do mundo e selecionou um. Ele chegou até a considerar o Rio de Janeiro.
Chegando lá, tudo deu errado: o estúdio não estava pronto, Paul e Linda foram assaltados e perderam as demos do disco no qual estavam trabalhando. E, um belo dia, o Poderoso Chefão da música local apareceu para dar uma prensa em McCartney. Ele mesmo explicou a situação, no livro Wingspan: Paul McCartney's Band on the Run.
"O maioral local, Fela Ransome-Kuti, que fazia shows incríveis com suas trinta mulheres dançando com os peitos de fora e vestindo saias de mato, apareceu no estúdio um dia e me acusou de ser um ocidental tentando roubar a música negra. Poderia ter sido bem perigoso porque ele era um figurão poderoso na área. Então toquei nossas gravações para ele e disse: 'Diga-me se você acha que estou roubando a sua música. Se você achar que sim, não uso essa faixa.' Eu sabia que tudo ficaria bem - não tínhamos ido até lá para roubar ritmos locais, tínhamos ido porque pensamos que seria um lugar legal para gravarmos. Ele se acalmou depois de ouvir as faixas."
Foi difícil, mas assim nasceu o clássico Band on the Run."
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