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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Top 20 Discos Internacionais (pt. 2)

10. Gruff Rhys – Hotel Shampoo


Terceiro disco solo do vocalista/guitarrista dos Super Furry Animals (uma das minhas bandas preferidas!!!). Pop – na acepção menos asséptica da palavra – de primeiríssima linha, com certeza o disco mais classudo do ano, mal posso esperar pelo próximos dos Furries.

9. Noel Gallagher – Noel Gallagher´s High Flying Birds


O bom é velho Noel já é quase um tiozão, mas continua com a mão afiada para boas músicas, e ainda se aventurou por caminhos que não ousava no Oasis, como corais femininos, uma brass band ao estilo de Nova Orleans e até uma faixa dançante ao bom estilo de Manchester. Que venham mais discos desse, que descobri ser um cara muito boa gente!

8. The Horrors – Skying


Banda mais hypada da Inglaterra atualmente. E o disco é muito bom mesmo, camadas e mais camadas de guitarras e teclados formam um som bem coeso e bom de ouvir. Deveria haver mais bandas novas como essa.

7. The Black Keys – El Camino


Olha os caras de novo no nosso top de final de ano! Mamma mia, que discaço! Depois do estrondoso sucesso do último disco, voltaram a ser produzidos pelo Danger Mouse (Gnarls Barkley, Gorillaz e etc.). Um disco honesto até a medula, retrô e moderno ao mesmo tempo (dá para entender isso? Melhor ouvir).

6. Cat´s Eyes - Cat´s Eyes


O vocalista dos Horrors se junta com uma cantor lírica e de formação erudita para fazerem um disco com inspiração nos Girl Groups de outrora. Uma verdadeira viagem ao lado romântico e dark side dos anos 60. Tem um quê de Velvet Underground, só que menos cru e com a Nico participando mais. O disco mais cool do ano.

5. Arctic Monkeys – Suck It And See


A macacada voltou com tudo para o quarto disco. AS músicas grudam demais no ouvido. Os caras mandam bem demais.

4. Tom Waits – Bade As Me


O que mais pode ser falado sobre o Tom Waits? Sendo direto, esse disco, como definiu parte da imprensa musical britânica, parece um Best of do cara, só que com músicas inéditas. Keith Richards e Flea fazem participações especiais.

3. tUNE-yARDS - Whokill


Um disco que eu comprei às cegas e que me deixou completamente embasbacado. Sem dúvida o álbum mais instigante e criativo que ouvi esse ano. E melhor, foi lançado no Brasil.

2. PJ Harvey – Let England Shake


Aqui a porca vai torcer o rabo! Foi o disco do ano para 90% das publicações gringas especializadas em música. O disco é demais e tem cara de clássico. Dessa lista, certamente é o único disco que será lembrado daqui a 20, 30 anos. Aqui, como diz o Maurício Valladares (Ronca Ronca) é a “parte funda da piscina”! E então por que cargas d’água não o escolhi como o melhor disco internacional do ano? Para saber a resposta é só continuar lendo.

1. TV On The Radio – Nine Types Of Light


A resposta é simples! Porque a vida não é uma ciência exata, e certas coisas são subjetivas demais para serem explicadas. O fato é que esse disco me pirou a cabeça desde a primeira vez que o ouvi! O TVOTR é uma banda que caiu no meu gosto de um par de anos para cá e um dos únicos grupos desses anos 2000 em diante que tem um trabalho realmente autêntico (original ninguém mais consegue ser). Um discaço do começo ao fim, mantém o padrão de qualidade da banda, mas dessa vez é um pouco menos difícil.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Top 20 (e 1) Discos Internacionais de 2011

Tal qual no cenário nacional, lá fora o ano também me pareceu mais generoso em termos de lançamentos musicais, tanto que deu para fazer um top 20 (e 1), ao invés dos apenas 5 do ano passado.

21. Jah Wobble e Julie Campbell – Psychic Life


O grande Jah Wobble fez um disco bem bacana com a cantor de Manchester também conhecida por Lonelady. O assunto aqui é música para dançar, mas entrou na lista por causa das duas colaborações com o guitarrista Keith Levene (ambos ex PIL) desde o clássico absoluto Metal Box.

20. Bon Iver – Bon Iver, Bon Iver


Segundo disco do projeto de Justin Vernon, agora muito mais banda do que o primeiro. O disco é muito bonito, mas de início me pareceu bem linear, mas algo me diz que crescerá com mais audições.

19. Warpaint – The Fool


The Cure encontra PJ Harvey.


18.Metronomy – English Riviera


Meio orgânico, meio eletrônico, meio loung, meio para pista. Bem bom!


17.James Blake – James Blake


Já falei sobre esse disco aqui. Dizem que tem uma pegada dubstep, mas eu acho que está mais para um trip hop mais moderninho. Um disco que valoriza os silêncios, muito bonito mesmo.

16. St. Vincent – Strange Mercy


Nunca tinha ouvido nada da “banda” dessa menina, mas gostei bastante. Tem bastante guitarra e a voz dele é bem cool.

15. Ghost Poet – Peanut Butter Blues & Melancholy Jam


É ingles, um hip hop meio modernoso, com umas bases bem puxadas para o dubstep. Além das batidas o destaque fica com o volcal, mais falado, e o sotaque britânico dá um charme extra.

14. Shabazz Palaces – Black Up


Duo norte-americano, com base em Seattle, e formado por um dos caras do Digable Planets (lembra dos anos 90?). Lançaram o primeiro disco pela gravadora do Grunge, e do Nirvana. O som mais doido que você poderia ter ouvido esse ano. É como o hip hop do futuro deveria soar!

13. Anna Calvi – Anna Calvi


Junte PJ Harvey (a Anna Calvi nega), com trilhas de western do Morricone com um toque de flamenco e você tem um dos discos mais legais do ano. A voz dela é realmente poderosa!

12. R.E.M. – Collapse Into Now


Não desceu muito bem na primeira audição. Quando ouvi na estrada, dirigindo, tudo mudou. Com o anúncio do fim da banda ganhou outra dimensão. Também poderia ser um forte concorrente para capa de disco mais feia do ano (mas alguém ainda liga para capa de disco? Bom, eu sim).

11. Thurston Moore – Demolished Thoughts


Ele se juntou com o Beck (como produtor), e fez um disco acústico, com arranjos de cordas muito belos. Algumas músicas parecem, claro, Sonic Youth acústico. O disco acabou entrando para a história, pois foi o último lançamento de um dos Sonic Youth antes da separação da banda (o último show rolou no SWU), motivada pela separação do casal Thurston e Kim Gordon.

Amanhã tem o Top 10!

Melhor disco ao vivo de 2011

Não me lembro de ter ouvido muitos discos ao vivo esse ano. Teve um do PIL, no festival da Ilha de Wight, que é bacana e tal, principalmente pelo "pau" que dá no som nas primeiras músicas. Vale como documento.

Mas o disco ao vivo que mais ouvi em 2011 foi esse do Caetano.

Cito a critica da revista Blitz, de Portugal: "Talvez um artista no fim do tempo (45 anos de carreira) comece finalmente a pensar em sobrevoar o tempo, despindo-se de adornos estilísticos mais carregados em favor de uma simples túnica elétrica de rock universal."

É isso mesmo, e a Banda Cê que acompanha Caê está redondinha que só, digo que (Pedro Sá).

Show do ano!!!

Tá certo, não fui a um show sequer esse ano, mas está valendo, pois ocm o Primal Scream tocando o Screamadelica na íntegra, e em um show fora de festival, duvido que tenha havido algum show melhor.

Só uma palhinha do estrago que esses caras podem fazer ao vivo (sente a empolgação do Jools Holland ao final da música):

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Metá Metá: "O" disco do ano!!!!




Sem sombra de dúvida esse é, para mim, O DISCO DO ANO DE 2011, o melhor entre todos os álbuns, brasileiros ou não, que ouvi esse ano.

Sem exageros, não ficava empolgado (quase alucinado) com um disco brasileiro desde ..., sei lá, acho que isso aconteceu somente duas vezes nos últimos 20 anos, com A Vida é Doce, do Lobão (1999) e o Futura, da Nação Zumbi (2005).

Mas a pegada aqui é outra, muito diferente do trip hop poderoso do Lobo Mau.




Metá Metá é formado por Kiko Dinucci (violão e voz), Juçara Marçal (voz) e Thiago França (sax e flauta), e em Ioruba significa ‘feito por três ao mesmo tempo’. Sim, pode deixar a mente viajar, pois o termo também pode ser usado com uma conotação mais, digamos assim, maliciosa, o que faz todo sentido quando se ouve o disco.

Os três conduzem as ações e são auxiliados em algumas faixas, especialmente na segunda metade do álbum, por Samba Ossale (percussão), Sérgio Machado (bateria) e Rodrigo Campos (cavaquinho).

Só para tentar resumir o que eu penso desse álbum: o disco me soa como um trabalho muito foda, feito em uma época em que eram gravados muitos discos foda!!! Em outras palavras, parece um álbum feito em meados da década de 70. Posso até estar exagerando, mas a sensação que tive ao ouvir o disco pela primeira vez (sem qualquer expectativa, levado apenas pela admiração que tenho pelos outros trabalhos do Kiko Dinucci), e que se manteve a cada uma das inúmeras audições, é de que esse álbum é comparável a Acabou Chorare, Clube da Esquina, Cartola I e II, Elis & Tom, Transa e por aí vai.



Achei na internet um faixa a faixa feito por Ana Mesquita no site Pastilhas Coloridas, que agora compartilho com vocês:

“A sintonia dos três é infinitamente bela, Juçara tem voz doce e não se deixa enganar pelo falsete, voz firme, direta, que vem das entranhas, mas que passa pelo coração antes de sair de sua boca. A base do disco são os acordes do violão de Kiko fortemente influenciado pelo afro samba e afrobeat, mas com pegada própria, contemporânea. E o sax de Thiago tem um timbre que me emociona, me pega e me leva pra lembranças sonoras deliciosas.

"Vale do Jucá" abre o disco lindamente, toda delicada, mas com uma letra arrebatadora, falando do antigo e do atual, com um solo de sax tão triste e angustiante e uma marcação quase marcial de tempo. Música de Siba Veloso. Aliás, a escolha dos compositores desse disco é um capítulo a parte. Só gente talentosa, independentemente de valoração da fama. Percebe-se o cuidado com a pesquisa das canções para a criação de um álbum coeso, que expresse uma idéia única, dentro da diversidade de texturas rítmicas e harmônicas.

"Umbigada" de Lincoln Antônio te tira o nó da garganta deixado com a primeira música e te leva pra brincadeira da dança folclórica, a flauta transversal te conduz para esse caminho. "Papel Sulfite" de Jonathan Silva, é o alívio do coração, um pedido de perdão e de abertura ao novo em uma relação. É a fé no amor apesar do cotidiano que mata.
Quando começou "Trovoa" achei que seria simplesmente um poema recitado no meio do disco, mas Juçara vai dando ritmo ao canto e a forma inconfundível do canto falado – ou fala cantada wherever – da música paulistana do fim dos anos 70 e início dos 80 aparece certeira. Aqui a poesia se sobrepõe aos instrumentos, que fazem unicamente uma cama para que Juçara cante São Paulo da Santa Cecília até a Vila Ipojuca, jurando que vai virar mendingo caso seja abandonada. Maurício Pereira tem seu talento relembrando.

Choro toda vez que escuto "Samuel", parceria com Rodrigo Campos – que toca cavaquinho nessa faixa – a música trata de um garoto que vai aprontar na região da Paulista/Augusta. Um Afro Samba clássico lindo de morrer e emocionante, e que com uma par de versos diz mais do que muito livro teórico sobre o processo de urbanização de São Paulo e de como o centro é um local de exclusão. Expulsamos os pobres pras longínquas periferias e fazemos de conta que o problema não é nosso. Cidade partida. "Vias de Fato", composição de Edu Batata, Douglas Germano e Kiko Dinucci também é um afro samba, da solidão. “Sigo meu caminhar, nunca amanheço o mesmo”.

Agora tu vira o disco porque vai começar o lado B

E vai andentrar o mundo dos orixás do candomblé. "Oronian" e "Oba Iná" – a primeira parceria de Douglas Germano e Kiko Dinucci, e a segunda somente de Douglas – são daqueles tipos de música que dá vontade de sair dançando e cantando junto, porque você tem certeza algo muito bom vai acontecer com sua alma se fizer isso. Destaque para o sax de Thiago em "Obá Iná", quebradeira pura, solo inspirador.

"Obatalá" baixa a pulsação com uma melodia encantadora. É o melhor dos vídeos do Bagagem, de uma poesia visual e sonora rara. Composição solo de Kiko, a única somente dele.

O disco fecha com um ponto de Oxum. Uma amiga, filha de Oxum, usava somente branco toda sexta-feira, mas sempre com algum adereço dourado, porque sua mãezinha gosta muito. “Sai queimando bicho” denúncia a gravação ao vivo em estúdio. Na verdade nunca imaginei que tivesse sido gravado de outra forma esse disco, com todo o envolvimento e dedicação ao conjunto da obra despendido pelos três para fazer o melhor álbum brasileiro que saiu até agora. “



O disco foi lançado de forma totalmente gratuita e disponibilizado on line, e também pode ser baixado junto com um aplicativo, chamado Bagagem, no qual se tem acesso pelo computador ao encarte do álbum, e contém ainda um belo clipe para cada uma das faixas.
O disco foi lançado mais tarde em formato físico, e pode ser comprado no site do selo Desmonta, custa bem baratinho, R$ 10,00, mas seu valor é inestimável.

Deixo vocês com um apelo: não deixem de ouvir. Se não quiserem comprar, ao menos baixem o mp3 (WWW.kikodinucci.com.br), mas ouçam o disco com atenção e sem amarras.

Boa audição, e que em 2012 tenhamos mais álbums como esse.

Top 10 (11) Nacional de 2011

Esse ano de 2011 me pareceu, no geral um ano bem melhor que 2010 em termos de lançamentos musicais, nacionais ou internacionais. Ou, pelo menos, eu ouvi mais música.

Se, no ano passado, consegui fazer um Top 5, esse ano deu para fazer um top 10, top 11, na verdade, e isso não quer dizer que tenha ficado menos seletivo.

Aí vai, espero que leiam, ouçam, comentem e façam suas próprias listas:

11. Marina Lima – Clímax


A Marina Lima sempre foi uma compositora e intérprete muito elegante (ainda que tenha perdido a voz, eu gosto muito do resultado atual). Nesse disco parece ter voltado à boa forma. Não ia entrar na lista, mas por causa de duas músicas, a abertura com “Não me venha falar de amor”, com sua linha de baixo hipnotizante e um belo riff de guitarra e “Lex”, uma ode descarada ao Radiohead de In Rainbows (com direito a citação de “Canto de Ossanha”), ganhou lugar na lista. Na real , só duas músicas não encaixam, a cover de “Call Me” e a parceria com o Samuel Rosa, que parece uma música do Skank (o que não seria ruim, se não fosse um disco da Marina).

10. Copacabana Club – Tropical Splash


Rock dançante e muito divertido. Mùsica de festa. Funciona muito bem na pista e o show é muito bom. A produção é muito caprichada. Ainda que entenda a opção por cantarem em inglês, podiam arriscar algumas letras em português.

9. The Gilbertos – À Noite Sonhamos


Projeto do Thomas Pappon, vocalista da cultuada banda Fellini. Esse é o terceiro disco deles, dessa vez com uma acertada ênfase nas guitarras. Isso é o indie brasileiro de verdade, e o termo aqui é empregado no bom sentido.

8. Mundo Livre S/A. – Novas Lendas da Etnia Toshi Babaa


O rock samba da turma do 04 continua dando um caldo bom danado. Dessa vez está menos punk e mais espacial, mas continua malemolente que só!

7. Amabis – Memórias Luso-Africanas


Gui Amabis é produtor e trilheiro, além de ser parceiro constante da Céu (sua mulher) e do coletivo Instituto. Esse é seu primeiro disco solo, altamente recomendável. Cheio de climas elegantes e uma variação bacana de estilos nas faixas. Tem ótimas participações de Céu, Tulipa Ruiz e Criolo, dentre outros.

6. Romulo Fróes – Um Labirinto em Cada Pé


Os discos do Romulo Fróes estão ficando cada vez melhores a medida em que ele vai colocando o samba como um elemento mais diluído em sua mistura sonora. O som aqui tem uma pegada setentista de primeira, muito por conta das guitarras do Guilherme Held, que é um cara que vem despontando há algum tempo nessa nova cena paulistana, além de ser pupilo do lendário Lanny Gordin. A adição dos sopros do Thiago França também deram um toque a mais no álbum.

5. Karina Buhr – Longe de Onde


Ano passado ela já figurou no top 5 do blog e a evolução no seu segundo disco é evidente. Resultado: qualidade altíssima. E o disco ganha muito com as guitarras do Edgard Scandurra e do Fernando Catatau, mas a dona do brinquedo sem dúvida é a Karina Buhr. Algo me diz que ela ainda vai fazer muito barulho e atingir um público maior, além de ser, talvez a artista nova com maior potencial para uma carreira no exterior.

4. Marcelo Camelo – Toque Dela


Que se dane o preconceito da crítica musical pseudo-inteligente. Camelo soltou um disco muito bonito, alegre até, e muito bom! Como na maioria dos sons que têm me agradado, tem uma pegada setentista inconfundível – e por setentista entenda-se a música brasileira que era moderna na década de 70. A produção do Victor Rice deu um som bem legal à bolachinha.

3. Criolo – Nó na Orelha


Aqui estamos diante do que foi mais hype no ano. E se é hype, dá para desconfiar. Mas que está por trás desse disco do ex Criolo Doido (vinte anos de hip hop nas costas) é o Daniel Ganjaman do Instituto, como produtor, e isso é um grande indicativo de qualidade. Confesso que ainda não saquei qual é a do Criolo, se o cara é apenas zen mesmo ou se é um “Mano Brown paz e amor”. Como o que interessa é a música, recomendo muito o disco, que tem rap, afrobeat, samba, brega, trip hop e dub, e consegue manter uma unidade fantástica, com arranjos muito bons mesmo (méritos do Mr. Ganja). Agora nos resta esperar pelos próximos discos.

2. Kassin – Sonhando Devagar


Em resumo, esse é um disco totalmente crazy, que te desafia como ouvinte a cada faixa, mas ao mesmo tempo é descaradamente pop (no melhor sentido da palavra), e isso é muito raro. Some-se a tudo isso o fato de o Kassin – o produtor brasileiro mais badalado do momento – nunca se levar totalmente a sério, o que é uma das melhores qualidades que um artista pode ter. Não tivesse sido lançado o primeiro lugar, não teria para mais ninguém.

1. Metá Metá – Metá Metá


Esse disco é tão fantástico, que merece um post a parte.

Enquanto não falo sobre o melhor disco de 2011, uma breve lista dos discos que devem fazer algum barulho em 2012:

1. B Negão e os Seletores de Frequência – será que sai mesmo esse segundo disco? O primeiro é de 2003, salvo engano;

2. Black Alien – outro ex Planet Hemp que está devendo um segundo disco faz tempo;

3. Marcelo D2 – e já que estamos na seara dos ex Planets! Podem torcer o nariz, além de muito gente fina, acho o cara super talentoso, e sua contribuição para a música brasileira é inestimável. Ao que tudo indica vai lançar um disco gravado em diversas partes do mundo (com um clipe para cada faixa). Resta aguardar;

4. Rodrigo Amarante – deve sair no primeiro semestre a estréia solo do ex Los Hermanos. A expectativa é muito alta, pois talento o cara tem de sobra (prefiro suas composições, e sua voz, no Los Hermanos às do Camelo);

5. Otto – o lançamento de The Moon 1111 foi alardeado para 11/11/11, o que não ocorreu. Sabe-se que foi gravado parte em São Paulo e parte em Peixinhos (bairro de origem da Nação Zumbi), e que foi aprovado no edital da Natura Musical, o que lhe garante um lançamento decente. Otto está sempre muito bem acompanhado, e não deve desapontar;

6. Rodrigo Campos – Bahia Fantástica deve ser lançado no início do ano e já ganhou destaque no Caderno 2 do Estadão. Vejam o vídeo abaixo e tirem suas próprias conclusões.



7. Siba Veloso – o ex Mestre Ambrósio volta a pegar na guitarra, com produção do Fernando Catatau. Avante deve ser lançado também em janeiro. Outro vídeo que vale a pena:

SIBA - Ariana from DobleChapa on Vimeo.


8. Nação Zumbi – a produção dessa vez é do Kassin, e da Nação Zumbi não se pode duvidar;

9. Fiquem atentos a tudo que o Kiko Dinucci lançar ou estiver envolvido, é garantia de qualidade máxima;

10. Lurdez da Luz – também está na hora dela lançar seu segundo disco. Boto muita fé no potencial dela.

Um disco que teve tudo para figurar na lista dos melhores foi o do Bixiga 70, mas ao ouvir o disco ficou a sensação de faltar algo mais.


A banda tem sido bem comentada e seus shows bem disputados. A essência do som dos caras é misturar afrobeat e outras africanidades com funk e balanços afins. O disco é legal e tal, mas achei que ficou meio caricato – na dúvida fiquem com Budos Band e El Michaels Affair -, mas acredito que tenham potencial para achar um caminho mais autêntico, mas para isso será necessária uma imersão no universo da música brasileira.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Melhor DVD musical de 2011

Só para dar um gostinho do que vem por aí...

Não rolou fazer um top dos DVDs de música (não vi tantos assim). Dizem que o filme do Scorcese sobre o George Harrison é imperdível, e eu acredito nisso.

Vi uns filmes sobre música bem bacanas, como os documentários do Lemmy e do Foo Fighters.

Agora, DVD de show, dúvido que tenha sido lançado um tão belo quanto esse do Sigur Ros.

É totalmente o oposto da obra prima,Heima - primeiro DVD -, Heima, só tem imagens da banda e em preto e branco, mas é lindo de morrer!!!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Nostalgia?

Não sei ao certo se foi por conta do nascimento de mais um filho ou por influência de alguns episódios (15 anos da morte de Renato Russo e novo disco do Noel Gallagher), mas o fato é que nas últimas semanas tenho ouvido basicamente Legião Urbana e Oasis (e Blur também).

A primeira banda foi muito importante para mim na década de 80, e escreverei mais sobre ela em breve.

Já o Oasis foi minha banda favorita ao longo dos anos 90 (até prefiro o Blur, mas fui prestar atenção na banda um pouco mais tarde).

Aproveitando o gancho, vejam essa lista que saiu na Rolling Stone espanhola sobre os melhores discos do Britpop (Rolling Stone Brasil, cadê você? Chico Buarque na capa é compreensível, mas foda!):

"
1. Different class, de Pulp:
En un momento en que Blur y Oasis se habían convertido en demasiado grandes, la banda liderada por Jarvis Cocker (en activo desde finales de los setenta) se transformó en la verdadera favorita de mucha gente. Motivos: Common people se basta. Pero fue el grueso del álbum el que hizo de Different class el trabajo definitivo de la época. Jarvis Cocker era un londinense cualquiera que salía por el Soho (Bar Italia), adoraba a las chicas de Ladbroke Grove (I spy), no quería comprometerse (Disco 2000) y mostraba un apetito insaciable por la juerga (Sorted for E’s & Wizz) y el sexo (Underwear y Live bed show). Todo lo anterior, resumido en ese himno que fue y es Common People, explican por qué Pulp fueron una banda sin la que, seguramente, el Britpop habría sido algo muy distinto, o no habría sido en absoluto.

2. Parklife, de Blur:
A la tercera fue la vencida. Después de mostrarse demasiado dubitativos en sus dos primeros discos, hasta el punto de que nadie sabía si iban para estrellas o para anécdota, Damon Albarn emergió como el más firme plumilla musical a heredar el trono de cronista laureado del reino, entre serio e irónico, que en su día detentó Ray Davies. Auténtico buque insignia del Britpop, Parklife regalaba canciones a casi todas las esencias de la vida realmente inglesa: las jornadas festivas (Bank holiday), la mirada desapasionada y costumbrista a la vida cotidiana (End of the century), la escapada a la costa (Clover over dover)… En medio, cautivadores paisajes personales como Badhead y To the end, y un final majestuoso con This is a low, una de sus mejores canciones.

3. Definitely maybe, de Oasis:
A estas alturas todos saben quienes son Oasis, y si los ama o los odia. Por eso quizás el tiempo ha restado valor a lo que supuso la publicación de Definitely maybe. Bajo la batuta de las excelentes composiciones de Noel Gallagher, y con la personalidad y el carisma de su hermano pequeño Liam como forma visible de la propuesta, el debut de Oasis impulsó el regreso de las guitarras densas al pop inglés (que sus grupos de cabecera fueran Beatles y Stone Roses, no implica que los Sex Pistols no sonaran en el sucio local de Manchester donde ensayaban estos macarras). Oasis se convirtieron, de repente, en la referencia estética y espiritual; y canciones como Columbia, Slide away, Supersonic o Cigarettes & alcohol, en himnos vitales y generacionales.

3. Definitely maybe, de Oasis:
A estas alturas todos saben quienes son Oasis, y si los ama o los odia. Por eso quizás el tiempo ha restado valor a lo que supuso la publicación de Definitely maybe. Bajo la batuta de las excelentes composiciones de Noel Gallagher, y con la personalidad y el carisma de su hermano pequeño Liam como forma visible de la propuesta, el debut de Oasis impulsó el regreso de las guitarras densas al pop inglés (que sus grupos de cabecera fueran Beatles y Stone Roses, no implica que los Sex Pistols no sonaran en el sucio local de Manchester donde ensayaban estos macarras). Oasis se convirtieron, de repente, en la referencia estética y espiritual; y canciones como Columbia, Slide away, Supersonic o Cigarettes & alcohol, en himnos vitales y generacionales.
Dejamos una grabación en directo de Columbia, de Oasis:

4. Dog man star, de Suede:
El single previo Stay together ya anticipaba el camino. La creciente maestría e inquietud musical de Bernard Butler –y su alienamiento respecto al resto de la banda– más la no menos creciente actividad lisérgica de Brett Anderson provocaron que Suede se desmarcaran de su álbum de debut y de toda la música que se hacía entonces e iniciaran otro viaje por su cuenta. Aún les quedaba Bowie (New generation), pero la afectación y el melodrama eran nuevos. Dog man star era tan ambicioso artísticamente que, de no ser por la sutilidad con la que Butler envolvió las desgarradas maniobras poéticas de Anderson, canciones como The asphalt world, The wild ones o Still life habrían dado vergüenza ajena. En cambio, fue una obra maestra. Butler dejó Suede antes de que viera la luz.

5. I should coco, de Supergrass:
Espectacular se convierte en un adjetivo escaso para definir un debut de los que ya no se publican en estos tibios tiempos. Coger todas tus influencias (Bowie, Buzzcocks, Beatles) y mostrarlas sin pudor ni nostalgia para convertirlas en, ahí la clave, un sonido personalísimo, lo consiguieron estos tres descerebrados en el año 95. Pura energía sin control ni mesura, una enfermedad musical infecciosa y… letal.

6. Wake up!, de The Boo Radleys:
La banda liderada (en tareas compositivas) por Martin Carr había empezado mucho antes del Britpop y Giant steps (1993) ya era un disco sobresaliente, pero en Wake up! dieron con una tecla que, por otro lado, no volvieron a encontrar jamás: la del éxito comercial. La mitad de la culpa fue del single Wake up boo, pero el disco también tenía perlas como Reaching out from here, Martin, Doom! It’s seven o’clock o It’s lulu.

7. Fuzzy logic, de Super Furry Animals:
Galeses militantes –su tercer disco sería en ese idioma–, Gruff Rhys y compañía debutaron a principios de 1996 con un álbum de punk pop juguetón, surrealista, loco de remate, pluscuamperfecto. Entre el trallazo de God! show me magic y los coros de For now and ever cabían la inmediatez de Something 4 the weekend, una canción dedicada a un frisbee y otras gloriosas rarezas que hablaban de la singularidad de este grupo.

8. Elastica, de Elastica:
En el 95, no había garito de Nueva York o Londres en el que no se hablara de Elastica. Con un rollo new-wave y la vista puesta muy cerca de los discos de Wire, gracias a ellos el movimiento encontró a su icono (sexual) femenino: Justine Frischmann.

9. Suede, de Suede:
Un sonido seductor y oscuro, entre lo afectado y la poesía. Corría el año 1993 y con el binomio Butler-Anderson llegó el glamour al britpop. El tiempo no ha pasado por Animal nitrate, So young o Sleeping pills, excitantes canciones de huida... a ninguna parte.

10. 1977, de Ash:
¿Podrías pasar un año en una habitación con la saga de Star Wars, un póster de Jackie Chan en la pared, algunos pedales de distorsión enganchados a la guitarra, un diario en blanco, y los discos de los Housemartins sonando sólo en los días pares? Mientras piensas la respuesta, escucha el trabajo que publicaron estos niñatos norirlandeses en el año 1996, enlazando con destreza el sonido punk inglés con cierta querencia grunge y bastante cultura pop. Y sí, es cierto lo que cuentan: Wheeler, Hamilton y Murray hicieron que algunos se dejaran los flequillos crecer y crecer.

11. Casanova, de The Divine Comedy:
Que Scott Walker era un extraño en las existencias de los britpoperos, era un hecho. Y que con su cuarto y mejor disco, un Neil Hannon de 25 años llenó ese vacío, también. Romántico pero no dramático, orquestal pero no barroco, Casanova está repleto de magia, de charming, y de canciones inmensas como Something for the Weekend o Becoming more like Alfie.

12. (What’s the story) Morning glory, de Oasis:
En su día fue celebrado como incluso mejor que su debut. Wonderwall fue un éxito mundial, aunque con el tiempo las mejores canciones son las que suenan más urgentes, Hello o Some might say. A pesar de que no, no era mejor que Definitely maybe, se trataba de una colección de canciones al alcance de muy pocos, y fue el disco que les dio la gloria.

13. Modern life is rubbish, de Blur:
Debates al margen (si fue o no el disco que marcó el ahora del britpop), el segundo de Blur dibuja a un grupo que busca reinventarse: si antes el grunge ejercía su poder hasta donde alcanzaba la vista, ahora el pop debe dominar el mundo… otra vez. Los hipnóticos arreglos de Coxon, el tenso bajo de James y la lírica mordaz de Albarn, en pleno apogeo. Sin este disco, Parklife no hubiera sido posible.

14. A northern soul, de The Verve:
Ya desde el principio de su carrera, a Richard Ashcroft le llamaban Mad Richard por sus actitudes y ambiciones chamánicas. El único momento en que las puso negro sobre blanco fue en este disco, en especial en las canciones-himno A new decade, This is music y History. También en el libreto del disco, con imágenes apologéticas de una espiritualidad más o menos narcótica.

15. K, de Kula Shaker:
Con Hendrix, Grateful Dead y George Harrison metidos en el alma, y el Siddhartha de Hesse en el bolsillo, Crispian Mills, nieto del actor Sir John Mills, montó una banda para recuperar la espiritualidad que inundaba la psicodelia de finales de los 60. Versos en sánscrito y shivas de cuatro brazos recorren canciones que marcaron por la esencia más que por la forma. Ahora son difíciles de reivindicar, pero en su día Tattva fue un pelotazo.

16. Expecting to fly, de The Bluetones:
En 2010 se publicaba un nuevo disco de los Bluetones. Tras quince años de pop melódico y armoniosos pasajes, mostraban seguir a lo suyo, tarea que en la empezaron con Expecting to fly, su debut del año 1996. Las obvias comparaciones con los Stone Roses, lejos de perjudicar, les permitieron tener hueco asegurado en el NME. Y hits como Bluetonic o Slight return hicieron el resto.

17. The great escape, de Blur:
Batalla campal, estribillos letales, palabras afiladas, y dos discos a punto de ver la luz. Oasis ganó en cifras y Blur en letras. Country house, un single lleno de referencias british, sirvió de radiografía (y de aviso) de lo que íbamos a encontrar en The great escape: la sociedad británica y su cultura puestas en duda. Con singles como The universal, estamos ante el primer disco de Blur que consiguió triunfar en EE UU.

18. Olympian, de Gene:
En algún punto entre The Faces, The Jam y The Smiths situamos el proyecto de Martin Rossiter y compañía. Secundarios de lujo más por mala suerte que por falta de talento, Gene destacaban por mezclar épica con crudeza, ofreciendo un debut que, por debajo de las evidentes influencias, dejaba entrever ideas y personalidad. Hay que completarlo con el álbum de singles y rarezas To see the lights.

19. This world and body, de Marion:
Víctimas de lo que llamaron ‘la maldición de Morrissey’ (grupo al que alababa, grupo que se hundía), Marion tuvieron sus cinco minutos de gloria gracias a temas irresistibles como Sleep. Las adicciones de su líder, Jaime, acabaron con ellos antes de lo que merecían.

20. Moseley shoals, de Ocean Colour Scene:
Paul Weller dijo: “Ellos me gustan”. Y nosotros le creímos, porque casi nunca se equivoca. Mucho más eclécticos y frescos que en su debut, Ocean Colour Scene sorprendieron en el año 1996 con este brillante disco y con un single, The riverboat song, que contiene uno de los riffs más adictivos del pop.

21. New wave, de The Auteurs:
El exquisito grupo de Luke Haines fue alineado junto a Suede en los principios del Britpop, pero el regusto agridulce y el sonido más melódico que demuestran joyas como Showgirl o Starstruck mostró que sus caminos eran distintos.

22. Nuisance, de Menswear:
Hubo un momento, en 1994, en que todo el mundo sabía quiénes eran Menswear aunque nadie había escuchado ni una canción suya. Eran los reyes del saber estar, de la ubicuidad, convirtieron el ser vistos en un arte. Después, el tiempo se les echó encima y les pasó de largo. Antes, hicieron este disco en el que brillan sus singles más conocidos: Daydreamer y Being brave.

23. On, de Echobelly:
Por un par de años, Echobelly fueron la banda con cantante femenina más consistente del Britpop. Éxitos como Insomniac o I can’t imagine the world without me abonaron el terreno para este On que les consolidó, aunque brevemente. Los hits aquí son King of the kerb y Great things. Echobelly pusieron banda sonora a muchos grandes momentos de la época.

24. Lovelife, de Lush:
Fueron de los primeros en estar ahí, alternando con Blur y Stereolab, pero no alcanzaron ni la popularidad de los primeros ni el culto de los segundos. Se quedaron en unos fabricantes de pop –perdón– bonito, cuidados por la prensa hasta que aparecieron en escena Cast, que hacían lo mismo pero con personaje ilustre en cabeza. De hecho ellos y su All change podrían haber ocupado este hueco.

25. The it girl, de Sleeper:
Ahora cuesta creerlo, pero Sleeper titulaban así su segundo disco porque su lideresa, Louise Wener, era en efecto la chica-objeto del britpop –dado que Justine Frischmann era pareja estable de Damon Albarn–. Aunque musicalmente no estuvieran a la altura de la atención que se les prestó, Sale of the century, Nice guy Eddie o Statuesque pueden valer una revisión en una fiesta temática."

Bom listas são sempre subjetivas, mas deixar de fora Urban Hymmes do Verve é um pecado mortal!

Quanto ao Oasis, Defenitly Maybe é de fato um disco histórico, considerado um dos melhores debuts de todos os tempos, mas o Morning Glory (em 12o. na lista) é, por questões sentimentais, o meu favorito.

Aliás, o disco solo do Noel Gallegher etá bem bom, recomendo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ainda sobre os 50 (55) discos mais influentes

Tá certo, a lista é de 2006, mas como só vi hoje ...

Refletindo sobre essa lista me vêm à cabeça pelo menos 5 discos que foram omitidos. Veja se concorda:



51 Sex Pistols
Never Mind The Bollocks, Here´s The Sex Pistols (1977)

A lista tem álbuns que influenciaram esse aqui, mas sua importância é indiscutível. Sem esse disco não haveria: todas as bandas punk inglesas, o pós-punk, Oasis (Noel Gallagher é fã assumido) e Prodigy (de onde você acha que eles tiraram o visual e a pegada rocker?). Também não haveria Nirvana (Kurt era outro fã confesso). E também não existiriam Joy Division, New Order, Smiths e todos os outros 6 gatos pingados que estavam no primeiro show da banda em Manchester (consequentemente não haveria Factory Records, nem Happy Mondays ou A Certain Ratio). Bom, também não haveria Simply Red! Pois é, o vocalista também estava naquele show em Manchester.



52. The Beatles
The Beatles (1968)

Vamos combinar que sem os The Beatles a música que ouvimos dõs anos 70 em diante não existiria!!!
Colocar só o Sgt. Peppers é muito pouco, portanto!!!
Na minha opinião além desse famoso "álbum branco", e da banda do "Sgto. Pimenta", pelo menos o Revolver e o Abbey Road. O álbum branco é tão diverso e eclético, que pelo menos uns 3.000 discos foram inspirados por ele. Mas entrou mesmo na lista por conta de Helter Skelter, sem a qual não existiria heavy metal ou qualquer outro tipo de música com guitarras pesadas.


53 Paul McCartney
McCartney (1970)

Ainda na seara dos The Beatles. McCartney é o mestre das belas melodias, e esse disco é tão belo quanto incompreendido. Basta dizer que sem ele não haveriam todos esses artistas lo-fi (como o Pavement, por exemplo), ou melhor, não haveria todo o Indie Rock!



54. PIL
First Issue (1978)

Mr. John Lydon não dá ponto sem nó, e no final dos anos 70 o cara estava impossível. Junto com Keith Levene e Jah Wobble formaram uma das bandas mais poderosas de todos os tempos e definiram os rumos da música (ao menos da boa música) a partir de então. Poderia ter escolhido Metal Box, mas acho o primeiro álbum ainda mais emblemático, pois sem ele não existiria todo o pós-punk, o new romantic, Joy Division, U2, Radiohead, Primal Scream, Red Hot Chilli Peppers e uma tonelada de outras bandas.


55 The Specials
Specials

Responsáveis pelo furacão da segunda onda do Ska que invadiu o Reino Unido no final dos 70, começo dos 80, criaram o selo (2Tone) que catapultou o gênero e lançou diversas outras bandas de sucesso (Madness, The Beat e The Selekter, por exemplo), influenciaram grande parte feito no mundo no início da década de 80 (você acha que a pegada reggae das bandas brasileiras e argentinas, dentre outras, vem da onde?), e também gente como No Doubt, Libertines, Lilly Allen e, principalmente, Amy Whinehouse.

Abaixo, os discos da lista que estão na minha estante:

1 Velvet Underground - The Velvet Underground and Nico (1967)

2 The Beatles - Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967)

3 Kraftwerk - Trans-Europe Express (1977)

6 Marvin Gaye - What's Going On (1971)

7 Patti Smith - Horses (1975)

8 Bob Dylan - Bringing it All Back Home (1965)

9 Elvis Presley - Elvis Presley (1956)

10 The Beach Boys - Pet Sounds (1966)

11 David Bowie - The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars (1972)

12 Miles Davis - Kind of Blue (1959)

17 The Stooges - Raw Power (1973)

18 The Clash - London Calling (1979)

23 Augustus Pablo - King Tubby Meets Rockers Uptown (1976)

25 James Brown - Live at the Apollo (1963)

27 Jimi Hendrix - Are You Experienced (1967)

29 Pink Floyd - The Dark Side of the Moon (1973)

30 The Wailers - Catch a Fire (1973)

31 The Stone Roses - The Stone Roses (1989)

33 Herbie Hancock - Head Hunters (1973)

34 Black Sabbath - Black Sabbath (1970)

37 Massive Attack - Blue Lines (1991)

38 Radiohead - The Bends (1995)

39 Michael Jackson - Thriller (1982)

42 The Smiths - The Smiths (1984)

43 Primal Scream - Screamadelica (1991)

44 Talking Heads - Fear of Music (1979)

47 Nirvana - Nevermind (1991)

48 The Strokes - Is This It? (2001)

Os 50 mais influentes (continuação)

Passando os olhos pela lista fiquei contente ao ver que dos tais 50 álbuns mais influentes de todos os tempos 28 estão na minha discoteca (física).

Alguns outros serão incorporados em breve.

Abs.

Os 50 discos mais influentes

Peguei a dica no blog do Bruno Natal (Urbe).

A lista foi feita pelo Guardian, em 2006, e a influência dos discos pode ser para o bem ou para o mal.

"The Observer, Sunday 16 July 2006

1 The Velvet Underground and Nico (1967)

Though it sold poorly on its initial release, this has since become arguably the most influential rock album of all time. The first art-rock album, it merges dreamy, druggy balladry ('Sunday Morning') with raw and uncompromising sonic experimentation ('Venus in Furs'), and is famously clothed in that Andy Warhol-designed 'banana' sleeve. Lou Reed's lyrics depicted a Warholian New York demi-monde where hard drugs and sexual experimentation held sway. Shocking then, and still utterly transfixing.

Without this, there'd be no ... Bowie, Roxy Music, Siouxsie and the Banshees and the Jesus and Mary Chain, among many others.
SOH

2 The Beatles
Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967)

There are those who rate Revolver (1966) or 'the White Album' (1968) higher. But Sgt Pepper's made the watertight case for pop music as an art form in itself; until then, it was thought the silly, transient stuff of teenagers. At a time when all pop music was stringently manufactured, these Paul McCartney-driven melodies and George Martin-produced whorls of sound proved that untried ground was not only the most fertile stuff, but also the most viable commercially. It defined the Sixties and - for good and ill - gave white rock all its airs and graces.

Without this ... pop would be a very different beast.
KE

3 Kraftwerk
Trans-Europe Express (1977)

Released at the height of punk, this sleek, urbane, synthesised, intellectual work shared little ground with its contemporaries. Not that it wanted to. Kraftwerk operated from within a bubble of equipment and ideas which owed more to science and philosophy than mere entertainment. Still, this paean to the beauty of mechanised movement and European civilisation was a moving and exquisite album in itself. And, through a sample on Afrika Bambaataa's seminal 'Planet Rock', the German eggheads joined the dots with black American electro, giving rise to entire new genres.

Without this... no techno, no house, no Pet Shop Boys. The list is endless.
KE

4 NWA
Straight Outta Compton (1989)

Like a darker, more vengeful Public Enemy, NWA (Niggaz With Attitude) exposed the vicious realities of the West Coast gang culture on their lurid, fluent debut. Part aural reportage (sirens, gunshots, police radio), part thuggish swagger, Compton laid the blueprint for the most successful musical genre of the last 20 years, gangsta rap. It gave the world a new production mogul in Dr Dre, and gave voice to the frustrations that flared up into the LA riots in 1992. As befits an album boasting a song called 'Fuck tha Police', attention from the FBI, the Parents' Music Resource Centre and our own Metropolitan Police's Obscene Publications Squad sealed its notoriety.

Without this ... no Eminem, no 50 Cent, no Dizzee Rascal.
KE

5 Robert Johnson
King of the Delta Blues Singers (1961)

Described by Eric Clapton as 'the most important blues singer that ever lived', Johnson was an intensely private man, whose short life and mysterious death created an enduring mythology. He was said to have sold his soul to the devil at a crossroads in Mississippi in exchange for his finger-picking prowess. Johnson recorded a mere 29 songs, chief among them 'Hellhound on My Trail', but when it was finally issued, King of the Delta Blues Singers became one of the touchstones of the British blues scene.

Without this ... no Rolling Stones, Cream, Led Zeppelin.
SOH

6 Marvin Gaye
What's Going On (1971)

Gaye's career as tuxedo-clad heart-throb gave no hint he would cut a concept album dealing with civil rights, the Vietnam war and ghetto life. Equally startling was the music, softening and double-tracking Gaye's falsetto against a wash of bubbling percussion, swaying strings and chattering guitars. Motown boss Berry Gordy hated it but its disillusioned nobility caught the public mood. Led by the oft-covered 'Inner City Blues', it ushered in an era of socially aware soul.

Without this ... no Innervisions (Stevie Wonder) or Superfly (Curtis Mayfield).
NS

7 Patti Smith
Horses (1975)

Who would have thought punk rock was, in part, kickstarted by a girl? Poet, misfit and New York ligger, Patti channelled the spirits of Keith Richards, Bob Dylan and Rimbaud into female form, and onto an album whose febrile energy and Dionysian spirit helped light the touchpaper for New York punk. The Robert Mapplethorpe-shot cover, in which a hungry, mannish Patti stares down the viewer, defiantly broke with the music industry's treatment of women artists (sexy or girl-next-door) and still startles today.

Without this ... no REM, PJ Harvey, Razorlight. And no powerful female pop icons like Madonna.
KE

8 Bob Dylan
Bringing it All Back Home (1965)

The first folk-rock album? Maybe. Certainly the first augury of what was to come with the momentous 'Like a Rolling Stone'. Released in one of pop's pivotal years, Bringing it All Back Home fused hallucinatory lyricism and, on half of its tracks, a raw, ragged rock'n'roll thrust. On the opening song, 'Subterranean Homesick Blues', Dylan manages to pay homage to the Beats and Chuck Berry, while anticipating the surreal wordplay of rap.

Without this ... put simply, on this album and the follow-up, Highway 61 Revisited, Dylan invented modern rock music.
SOH

9 Elvis Presley
Elvis Presley (1956)

The King's first album was also the first example of how to cash in on a teenage craze. With Presleymania at full tilt, RCA simultaneously released a single, a four-track EP and an album, all with the same cover of Elvis in full, demented cry. They got their first million dollar album, the fans got a mix of rock-outs like 'Blue Suede Shoes', lascivious R&B and syrupy ballads.

Without this ... no King, no rock and roll madness, no Beatles first album, no pop sex symbols.
NS

10 The Beach Boys
Pet Sounds (1966)

Of late, Pet Sounds has replaced Sgt Pepper's as the critics' choice of Greatest Album of All Time. Composed by the increasingly reclusive Brian Wilson while the rest of the group were touring, it might well have been a solo album. The beauty resides not just in its compositional genius and instrumental invention, but in the elaborate vocal harmonies that imbue these sad songs with an almost heartbreaking grandeur.

Without this ... where to start? The Beatles acknowledged its influence; Dylan said of Brian Wilson, 'That ear! I mean, Jesus, he's got to will that to the Smithsonian.'
SOH

11 David Bowie
The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars (1972)

Bowie's revolutionary mix of hard rock and glam pop was given an otherwordly look and feel by his coquettish alter ego Ziggy. It's not so much that every act that followed dyed their hair orange in homage to the spidery spaceman; more that they learned the value of creating a 'bubble' of image and presentation that fans could fall in love with.

Without this ... we'd be lost. No Sex Pistols, no Prince, no Madonna, no Duran Duran, no Boy George, no Kiss, no Bon Jovi, no 'Bohemian Rhapsody' ... I could go on.
LH

12 Miles Davis
Kind of Blue (1959)

A rare example of revolutionary music that almost everyone liked from the moment they heard it. Its cool, spacey, open-textured approach marked a complete break with the prevalent 'hard bop' style. The effect, based on simple scales, called modes, was fresh, delicate, approachable but surprisingly expressive. Others picked up on it and 'modal jazz' has been part of the language ever since. The album also became the media's favourite source of mood music.

Without this ... no ominous, brooding, atmospheric trumpet behind a million radio plays and TV documentaries.
DG

13 Frank Sinatra
Songs for Swingin' Lovers (1956)

The previous year Sinatra had cut In the Wee Small Hours, a brooding cycle of torch songs that was arguably pop's first concept album. Once again working with arranger Nelson Riddle, he presented its complement; a set of upbeat paeans to romance. Exhilarating performances of standards like 'I've Got You Under My Skin' defined Sinatra's urbane, finger-snapping persona for the rest of his career and pushed the record to number one in the first ever British album chart.

Without this ... the 'singer as song interpreter' wouldn't have been born, karaoke menus would be much diminished.
NS

14 Joni Mitchell
Blue (1971)

Though Carole King's Tapestry was the biggest-selling album of the era, it is Joni Mitchell's Blue that remains the most influential of all the early Seventies outings by confessional singer-songwriters. Joni laid bare her heart in a series of intimate songs about love, betrayal and emotional insecurity. It could have been hell (think James Taylor) but for the penetrating brilliance of the songwriting. Raw, spare and sophisticated, it remains the template for a certain kind of baroque female angst.

Without this ... no Tori Amos or Fiona Apple - and Elvis Costello and Prince have cited her as a prime influence.
SOH

15 Brian Eno
Discreet Music (1975)

Brian Eno, it is said, invented ambient music when he was stuck in a hospital bed unable to reach a radio that was playing too quietly, giving him the eureka moment that set the course not only for his post-Roxy Music career as an 'atmosphere'-enhancing producer, but for the future of electronic music.

Without this ... we wouldn't have David Bowie's Low or Heroes, the echoey guitars of U2'S The Edge, and no William Orbit, Orb, Juana Molina. To name but a few.
LH

16 Aretha Franklin
I Never Loved a Man the Way I love You (1967)

'R-E-S-P-E-C-T. Find out what it means to me!' Is there a more potent female lyric in pop? Franklin's Atlantic Records debut unleashed her soulful ferociousness upon an unsuspecting public, and both the singer and her album quickly became iconic symbols of black American pride.

Without this ... Tina Turner, Mariah Carey, girl power would not exist, and rudeboys would not spit 'res'pec' through kissed teeth.
EJS

17 The Stooges
Raw Power (1973)

Produced by David Bowie, who also helped re-form the band, Raw Power was the Stooges's late swansong, and their most influential album. The Detroit group were already legendary for incendiary live shows and first two albums, but Raw Power, though selling as poorly as its predecessors, was subsequently cited as a prime influence by virtually every group in the British punk scene.

Without this ... no punk, so no Sex Pistols (who covered 'No Fun'); no White Stripes.
SOH

18 The Clash
London Calling (1979)

The best record to come out of punk, or punk's death knell? On this double album, The Clash fused their rockabilly roots with their love of reggae, moving away from the choppy snarls of the scene that birthed them. This was the album that legitimised punk - hitherto a stroppy fad - into the rock canon. Its iconic cover, and songs about the Spanish Civil War brought left-wing politics firmly into musical fashion.

Without this ... would the west have come to love reggae, dub and ragga quite so much? We certainly would have no Manic Street Preachers ... or Green Day, or Rancid ... or possibly even Lily Allen.
KE

19 Mary J Blige
What's the 411? (1992)

When the Bronx-born 'Queen of Hip Hop Soul' catapulted her debut on to a legion of approving listeners, she unwittingly defined a new wave of R&B. Before Mary, R&B's roots were still firmly planted in soul and jazz (ie Aretha Franklin and Chaka Khan). The emergence of hip hop and this album from Blige and her mentor and producer Sean 'Puffy' Combs (aka P Diddy) gave birth to a new gritty sound, informed by the singer's harrowing past.

Without this ... no R&B/soul divide, which means no TLC, Beyonce, or Ashanti, to name just three.
EJS

20 The Byrds
Sweetheart of the Rodeo (1968)

At one inspired stroke, Sweetheart vanquished the cultural divide between acid-munching, peace-preaching long hairs and beer-swilling, flag-waving good old boys by creating the enduring hybrid of country-rock. Allying rippling guitars and silky vocal harmonies with a mix of country tradition ('I Am a Pilgrim') and Gram Parsons originals, the record irrevocably altered the perspective of two previously averse streams of Americana. The group even cut their hair to play the Grand Ole Opry.

Without this ... no Hotel California, no Willie Nelson, no Shania Twain.
NS

21 The Spice Girls
Spice (1996)

The music business has been cynically creating and marketing acts since the days of the wax cylinder, but on nothing like the scale of the Spice phenomenon, which was applied to crisps, soft drinks, you name it. Musically, the Spice's Motown-lite was unoriginal, but 'Girl Power', despite being a male invention, touched a nerve and defined a generation of tweenies who took it to heart.

Without this ... five-year-olds would not have become a prime target for pop marketeers. Most of all, there'd be no Posh'n'Becks.
NS

22 Kate Bush
The Hounds of Love (1985)

On Side One our Kate strikes a deal with God, throws her shoes in a lake and poses as a little boy riding a rain machine. Turn over, and she's drowning, exorcising demons and dancing an Irish jig. All this to a soundscape that employs the shiniest synthesised studio toys the Eighties had to offer in the service of one women's unique yet utterly English musical genius. Listen again to the delirious cacophany of 'Running Up That Hill', and it sounds like God struck that deal.

Without this ... Tori Amos would have spawned no earthquakes, Alison Goldfrapp would lack her juiciest cherries and romance would have withered on the vine.
JB

23 Augustus Pablo
King Tubby Meets Rockers Uptown (1976)

Jamaica's invention of dub - a stripped-down, echo-laden instrumental remix of a vocal track - was spawned principally on the B-sides of local reggae hits and in the island's competing sound-systems, with technician-engineer King Tubby as its master creator, a man who could 'play' the mixing console. This collection of ethereal melodies by melodica maestro Augustus Pablo distilled the art into album form. It would be years before the West caught up.

Without this ... no DJ remixes, no house, no rave.
NS

24 Youssou N'Dour
Immigres (1984)

The charismatic N'Dour, Senegal's top star, changed the West's perception of African musicians, just as he had revolutionised Senegalese music. Nothing sounded like the fusion on Immigres, with its lopsided rhythms, whooping talking drums and discordant horns, topped by N'Dour's supple, powerful vocals. Immigres also redefined the role of West African griot, addressing migration and African identity.

Without this ... N'Dour wouldn't have met Peter Gabriel, there'd have been no African presence at Live 8. In fact, 'world music' would not exist as a section in Western collections.
NS

25 James Brown
Live at the Apollo (1963)

This remains the live album by which all others are measured, and is still the best delineation of the raw power of primal soul music. It propelled James Brown into the mainstream, and paved the way for a string of propulsive hits like 'Papa's Got a Brand New Bag' (1965) and 'Cold Sweat' (1967). The catalyst for many great soul stylists, from Sly Stone to Otis Redding, it also provided an early lesson in dynamics for the young Michael Jackson.

Without this ... great chunks of hip hop - which has sampled Brown more than almost any other - would be missing.
SOH

26 Stevie Wonder
Songs in the Key of Life (1976)

This influenced virtually every modern soul and R&B singer, brimming with timeless classics like 'Isn't She Lovely', 'As' and 'Sir Duke'. The 21-tracker encompassed a vast range of life's issues - emotional, social, spiritual and environmental - all performed with bravado and a lightness of touch. No other R&B artist has sung about the quandaries of human existence with quite the same grace.

Without this ... no Alicia Keys, no John Legend - contemporary R&B would be empty and lifeless.
EJS

27 Jimi Hendrix
Are You Experienced (1967)

Looking and playing like a brother from another planet, Hendrix delivered the most dramatic debut in pop history. Marrying blues and psychedelia, dexterity and feedback trickery, it redefined the guitar's sonic possibilities, while beyond the fretboard pyrotechnics burnt a fierce artistic vision - 'Third Stone From the Sun' made Jimi rock's first (and still best travelled) cosmonaut.

Without this ... countless guitarists and cock-rockers might not have been (Stevie Ray Vaughan, Lenny Kravitz, even Miles Davis owes him), but most of all, without Experienced, there'd be no Jimi experience.
NS

28 Prince and the Revolution
Purple Rain (1984)

Prince had been plugging away with limited success for several years when the man in tiny pants reinvented himself as a purple-clad movie star. Like Michael Jackson, he felt that the way to gain crossover appeal was to run the musical gamut: in this case, from the minimalist funk of his earlier albums to the volume-at-11 rock of Jimi Hendrix. The title track is a monumental, fist-clenching rock ballad that, perversely, whetted our appetites for far worse examples by Christina Aguilera among others.

Without this ... no Janet Jackson, no Peaches, and certainly no Beck.
LH

29 Pink Floyd
The Dark Side of the Moon (1973)

Sounds like it was pretty tough to be in Pink Floyd in the early 1970s. You had all the money you could spend (ker-ching!) but you thought that was vulgar. You didn't get on with your bandmates because they all had superiority complexes. You couldn't enter the recording booth without having an existential crisis. Piper At The Gates of Dawn, their debut with the late Syd Barrett, turned out to be influential in a more positive sense (David Bowie, Blur).

Without this ... there'd be no Thom Yorke solo mumblings, and much less prog rock (if only ...).
LH

30 The Wailers
Catch a Fire (1973)

Alongside The Harder They Come (movie and soundtrack), Catch a Fire changed the perception of reggae from eccentric, lightweight pop to a music of mystery and power. Dressed in a snappy Zippo lighter sleeve, and launched with rock razzmatazz, it delivered a polished, guitar-sweetened version of what Bob Marley, Peter Tosh and Bunny Wailer had made when white audiences weren't listening. By turns militant, mystic and sexy, it helped make Bob Marley the first Third World superstar.

Without this ... no Aswad or Steel Pulse, no native American or Maori or African reggae bands.
NS

31 The Stone Roses
The Stone Roses (1989)

Until the late Eighties, Manchester was thought to be a forbidding, dour place where the ghost of Ian Curtis still clanked about. The Stone Roses' concatenation of sweet West Coast psychedelia and the lairy, loved-up rave culture was as unforeseeable as it was seismic. Ecstasy pulled the sniffy rock kids away from their Smiths records and into clubland; the result was an album whose woozy words and funky drumming sounded as guileless as it did hedonistic.

Without this ... well, a bit of the Roses remains in the DNA of every British guitar band since.
KE

32 Otis Redding
Otis Blue (1965)

Until Stax Records and Otis Redding arrived, the Southern states were a place you had to leave to make it (unless you were a country singer). Recorded weeks after the death of Redding's idol, Sam Cooke, the album cast Otis as Cooke's successor, an embodiment of young black America with white appeal - alongside Cooke's 'A Change is Gonna Come' was the Stones's 'Satisfaction'. With terrific backings from the MGs and the Markeys horns behind Otis's rasping vocals, it defined 'soul'.

Without this ... no Aretha Franklin singing 'Respect', no Al Green, and no Terence Trent D'Arby.
NS

33 Herbie Hancock
Head Hunters (1973)

It definitively wedded jazz to funk and R&B, and did it with such joyful confidence that it launched a whole new, open-minded approach to the music. Equally important was the use of electronic keyboards, then in their infancy, which vastly expanded the range of available textures. Head Hunters kickstarted the stylistic and ethnic fusions that have enlivened jazz for 30 years.

Without this ... suffice to say, almost everything in the jazz-funk idiom can be traced back to this.
DG

34 Black Sabbath
Black Sabbath (1970)

A mere 30 minutes long, this was none the less the album where heavy metal was first forged. Its ponderous tempos, cod-satanic imagery (bassist Geezer Butler was a Roman Catholic and Dennis Wheatley fan), Tony Iommi's sledgehammer guitar riffs and Ozzy Osbourne's shrieking vocals all went on to define the genre and shaped most arena rock of the Seventies and Eighties.

Without this ... no Spinal Tap, no grunge or Kurt Cobain and, of course, no Osbournes.
NS

35 The Ramones
The Ramones (1976)

'Fun disappeared from music in 1974,' claimed singer Joey Ramone. To restore it took he and his three 'brothers' just one album and 16 tracks, all under three minutes. Brevity was the New York punk rockers' first lesson to the world, along with speed, a distorted guitar thrash and a knowing line in faux-dumb lyrics. In an era of 'progressive' rock pomposity and 12-minute tracks, the Ramones' back-to-basics approach was rousing and confrontational.

Without this ... no fun.
NS

36 The Who
My Generation (1965)

Alongside the equally influential Small Faces, The Who were the quintessential British mod group. Long before they recorded the first rock opera, Tommy, they unleashed a stream of singles that articulated all the youthful pent-up frustration of Sixties London before it started to swing. Their 1965 debut album, My Generation, included the defiant and celebratory 'The Kids Are Alright' and the ultimate mod anthem, 'My Generation', with its infamous line, 'I hope I die before I get old.' Angry aggressive art-school pop with attitude to burn.

Without this ... no Paul Weller, no Blur and, God help us, no Ordinary Boys either.
NS

37 Massive AttackBlue Lines (1991)

Obliterators of rap's boundaries, Massive Attack pioneered the cinematic trip hop movement. After graduating from one of Britain's premier sound systems, the Bristol-based Wild Bunch, Andrew 'Mushroom' Vowles and Grant 'Daddy G' Marshall joined forces with graffiti artist 3D. Massive Attack's debut LP spawned the unforgettable 'Unfinished Sympathy' and remains a modern classic.

Without this ... no Roots Manuva, no Dizzee. In fact, there would be no British urban music scene to speak of.
EJS

38 Radiohead
The Bends (1995)

In parallel with Jeff Buckley, Radiohead's Thom Yorke popularised the angst-laden falsetto, a thoughtful opposite to the chest-beating lad-rock personified by Oasis's Liam Gallagher. Sounding girly to a backdrop of churning guitars became a much-copied idea, however, one which eventually coalesced into an entire decade of sound.

Without this ... Coldplay would not exist, nor Keane, nor James Blunt.
KE

39 Michael Jackson
Thriller (1982)

Pure, startling genius from beginning to end, Michael Jackson and producer Quincy Jones seemed hellbent on creating the biggest, most universally appealing pop album ever made. Jones introduced elements of rock into soul and vice versa in such a way that it's now no surprise to hear a pop record that mashes up more marginal genres into a form that will have universal relevance.

Without this ... no megastars such as Justin Timberlake or Madonna, no wide-appeal uber-producers such as Timbaland or Pharrell Williams.
LH

40 Run DMC
Run DMC (1984)

Before them came block-rocking DJ Grandmaster Flash and the Godfather, Afrika Bambaataa, but it was Run DMC who carved the prototype for today's hip hop MCs. Their self-titled debut - the first rap album to go gold - was rough around the edges and catchy as hell. As Rev Run spat, 'Unemployment at a record high/ People coming, people going, people born to die', the way was paved for conscious and political rap.

Without this ... no Public Enemy, Roots and Nas.
EJS

41 Chic
Chic (1977)

The Chic Organisation revolutionised disco music in the late Seventies, reclaiming it from the naff Bee Gees and ensuring the pre-eminence of slickly produced party music in the charts for the next three decades. Its main men Nile Rodgers and Bernard Edwards patented a sound on their 1977 debut that was influential on bands from Duran Duran to Orange Juice. They also created a hit-making formula that mixed dance beats with monster hooks.
Without this ... no Destiny's Child.
LH

42 The Smiths
The Smiths (1984)

Yearning, melodic, jangly, and very northern, The Smiths' first album was quite unlike anything that had gone before. It helped that Morrissey was a one-off and that Johnny Marr had taken all the best riffs from Sixties pop, punk and disco and melded them into his own unique style. But there was something magical about their sound that endless successors have tried to replicate.

Without this ... there'd be no Belle and Sebastian, no Suede, no Oasis, and no Libertines - at the very least.
LH

43 Primal Scream
Screamadelica (1991)

Thanks to producer Andrew Weatherall and some debauched raving, this former fey indie outfit enthusiastically took on dance music's heady rushes. It was a conversion bordering on the Damascene, but one being mirrored in halls of residence, cars, clubs and bedsits all around the nation. Screamadelica brought hedonism crashing into the mainstream.

Without this ... no lad culture - it was no accident that a mag founded in 1994 shared its name with Screamadelica's defining single, 'Loaded'.
KE

44 Talking Heads
Fear of Music (1979)

There's something refreshingly jolly about the modern-life paranoia expressed by chief Talking Head David Byrne on this album that moany old Radiohead could learn from. Opening track 'I Zimbra' splices funk with afrobeat, paving the way for Byrne and Eno's mould-breaking My Life in the Bush of Ghosts album a few years later.

Without this ... Paul Simon's Graceland might never have been made.
LH

45 Fairport Convention
Liege and Lief (1969)

The birth of English folk-rock. Considered an act of heresy by folk purists, this electrified album fragmented the band. No matter, the opening cry of 'Come all you roving minstrels' proved galvanic.

Without this ... no Celtic revivalists like the Pogues and Waterboys or descendants like the Levellers.
NS

46 The Human League
Dare (1981)

Until Dare, synthesisers meant solemnity. Phil Oakey's reinvention of the group as chirpy popsters, complete with two flailing, girl-next-door vocalists, feminised electronica.

Without this ... and Oakey's lop-sided haircut, squads of new romantics and synth-pop acts would have been lost.
NS

47 Nirvana
Nevermind (1991)

You might argue Nirvana's landmark album changed nothing whatsoever. All their best seditious instincts came to nothing, after all. And yet Nevermind still rocks mightily, capturing a moment when the vituperative US underground imposed its agenda on the staid mainstream. Without this ... no Seattle scene, no Britpop, no Pete Doherty.
KE

48 The Strokes
Is This It? (2001)

Five good-looking young men hauled the jangling sound of Television and the Velvet Underground into the new millennium, reinvigorating rock's obsession with having a good time.

Without this ... a fine brood of heirs would not have been spawned: among them, Franz Ferdinand and the Libertines.
KE

49 De La Soul
3 Feet High and Rising (1989)

Ten years after hip hop's arrival, its original joie de vivre had been subsumed by macho braggadocio. Three Feet High made hip hop playful again, with light rhythms, unusual sound samples and its talk of the D.A.I.S.Y. age ('Da Inner Sound Y'all') earning the trio a 'hippy' label.

Without this ... thoughtful hip hop acts like the Jungle Brothers and PM Dawn wouldn't have arrived.
NS

50 LFO
Frequencies (1991)

Acid house was sniffed at as a fad until it started producing 'proper' albums. Frequencies was its first masterpiece. Updating the pristine blueprint of Kraftwerk with house, acid, ambient and hip hop, it made dance music legitimate to album-buyers.

Without this ... no success for Orbital, Underworld, Leftfield, Chemical Brothers or Aphex Twin."

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Top 5 discos internacionais 2010

Os critérios são os mesmos usados para os discos nacionais:

O quinto lugar ficou com o mestre supremo Neil Young (Deus?) e seu álbum Le Noise. Só o mestre, sua guitarra/violão, pedais e efeitos acrescentados pelo produtor Daniel Lanois.

Belo demais.


Uma guitarra, uma bateria, muito blues rock e soul. O quarto lugar é dos Black Keys.


Confesso que não conheço quase nada do trabalho do Nick Cave. E também não conhecia sua banda paralela, Grinderman. Não conhecia, pois quando o bolachão chegou, não saiu mais da vitrolinha. Paulada na orelha, mas com muita classe.


Em segundo lugar na minha lista ficou o disco mais badalado do ano. Na minha opinião o Arcade Fire é uma banda estupenda, que vai trilhando seu caminho para se tornar um dos peixes grandes do rock mundial.



Muitos vão torcer o nariz! Que se dane! Não ouvi nada melhor no ano. Nenhum disco fez tanto minha cabeça e tocou mais nos players. Música pop moderna de primeira qualidade. Salve Mr. Damon Albarn e seus Gorillaz.