Vi lá no Trabalho Sujo.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
E por falar em Felipe Hirsch ...
... outro texto muito inspirado:
"Esses meninos e meninas que crescem em cidades como Nova York são tão mal acustumados. Eles passam assim suas adolescências, com o Radiohead nas suas esquinas. O R.E.M era um sonho distante. Isso nos fazia tão decididos a conhecê-los mais e mais. Vivemos boa parte das nossas vidas para eles. Seguindo os passos, de longe, no tempo e no espaço, como astrônomos que estudam imagens de uma cratera na lua. Nas cidades pequenas, nossos amores são platônicos. E são muitos, muitos. R.E.M é só um bom exemplo. Um exemplo que uso agora porque, semana passada com o fim da banda, eu e todos meus amigos perdemos algo ou, quem sabe, só nos lembramos do que, normalmente e dolorosamente, com o tempo se perde. Não é que eu não simpatize com esses jovens ao meu redor, hoje, nesse show do Radiohead, no Roseland Ballroom. Gosto de observá-los, voyerísticamente, detalhadamente. E mesmo os vendo assim, com suas cabeças iluminadas, enterradas em seus iphones, silenciosos entre si, teclando, percebo seus tédios. Sim, existe o tédio das pequenas cidades e o tédio das cidades grandes. Duas meninas mais espertas ao meu lado riem e dizem: “Câmeras! Vocês não vão se lembrar disso! Vivam o momento! Mimados por todas as suas possibilidades, viciados em seus apps, meninos e meninas de Nova York assistiram a mais um show do Radiohead. E foram até carinhosos, levantaram o rosto de suas telas por três ou quatro vezes para vislumbrar os artistas. Alguns “indies” mais velhos denunciavam que a banda já é um clássico de quase duas décadas.
King Of Limbs é o trabalho mais estranho, aparentemente sem foco, sem o passo à frente dos outros trabalhos. Percebendo mais, nos sensibilizando mais, enfim, pensando mais, é possível ver que o passo foi conscientemente dado no escuro, flutuando em algum lugar (no limbo?) em busca de formas. Instintivo, bastante emocional, mas pensado, realmente experimental. Como sempre, um som cristalino, perfeito e capaz, usado em sua amplitude. Weird Fishes/Arpeggi foi hipnotizante, Subterranean Homesick Alien (tocada pela primeira vez desde 2003) incrivelmente delicada. Cruzei o calor e o frio da luzes de leds e neons do Times Square, voltando para o hotel, refletindo a experiência. Será sempre uma noite inesquecível. Noite que devo ao meu amigo, o arquiteto Isay Weinfeld. Figurar numa lista de convidados do Radiohead foi um dos pontos altos da minha vida. Porque eu não nasci em Nova York. Eu nasci em Ipanema, cresci em Curitiba, e posso explicar cada imagem de Wave que tocava no restaurante ao lado, antes do show.
No fim, o Radiohead, todos da banda, agradeciam, batedo palmas para o público. O R.E.M. acabou, com trinta e um anos de história, agradecendo ao seus fãs por deixá-los fazerem parte de suas vidas. Como diz meu amigo Caio Marques, o final mais classudo da história. New Adventures in Hi Fi, Automatic For The People, Murmur, tantos discos maravilhosos. Sempre fizeram parte das nossas vidas, é uma verdade histórica. Mas que histórias são essas? Sempre ouvíamos na Sutil, entre amigos, no squat. Em 1997 ouvíamos E Bow The Letter, em 1998 ouvíamos Up e viajamos juntos para ver o show com neons, como esses, e músicas inéditas de Reveal (um disco sobre um verão místico que conseguiu ampliar a fase inspirada e, injustamente, não respeitada).
E até agora, tocava a linda Überlin no início de Trilhas Sonoras de Amor Perdidas. Sempre ímpar, Bad Day é uma obra prima. Vê-lo, Michael Stipe, cantando Seven Chinese Brothers, ouvir Monster pela primeira vez, ver Losing My Religion pela primeira vez (você lembra? que impressionante!), saber que Patti Smith chorou, quando ainda não os conhecia, quando ouviu The One I Love. O silêncio da última estrofe de Man On The Moon com Michael Stipe caminhando de costas, num posto de gasolina ou bar, com um chapéu de cowboy. E amigos!, ouvir New Adventures in Hi Fi pela primeira vez. O single mais dark, aquela carta-canção escrita às quatro da manhã dentro de um ônibus. No vídeo da música, cheio de imagens de estradas, cores baixas, horas mágicas, lâmpadas fluorescentes, alumínio e céu, um rosto das sombras do esquecimento se insinuava: era o retorno de Patti Smith (hoje, todos com seus exemplares de Apenas Garotos nas mãos).
Thom Yorke cantou: this one goes to “the one I love”. Uma homenagem a banda que ele, garoto, também amou. Ele é de Oxford. Está certo Oxford não é Curitiba, mas é bastante tediosa também. Como disse Peter Buck na sua despedida da banda: “Eu sei que vou reencontrá-los no futuro, meus amigos, ou numa loja de discos da nossa cidade (elas não existirão) ou em pé, no fundo do bar, assistindo a um grupo de meninos de 19 anos tentando mudar o mundo (esses existirão?). Eu não conheço mais esses meninos e meninas. Nem os daqui de Nova York e nem mais, o tempo voa, os de Curitiba. Eu só sei que tudo em sua forma evolui, mas a essência da busca é similar, ou a mesma. Foi e sempre será como quando ouvi Spike do Elvis Costello pela primeira vez (assisti por aqui a Revolver Tour e contarei). Em 1989. O ano em que tudo mudou. Hoje, não existem mais obras assim? É claro que sim. E desconfio que elas estejam surgindo de dentro daquelas telas iluminadas de smartfones. De lá, também, devemos ouvir a comemoração entre amigos, o testemunhar do mundo que se cria, a sensação doce da formação em conjunto, coletiva, dividida, das grandes e pequenas descobertas. Uma banda como o Radiohead, que criou The Bends, Ok Computer, Kid A, In Rainbows, talvez não saiba mais guiar isso, como um dia o fez, inesquecívelmente. Agora eles correm por fora, por dentro deles, e talvez ainda surpreendam e nos façam levantar as cabeças ocupadas, com as mensagens de nossos blackberries, para reve-los."
"Esses meninos e meninas que crescem em cidades como Nova York são tão mal acustumados. Eles passam assim suas adolescências, com o Radiohead nas suas esquinas. O R.E.M era um sonho distante. Isso nos fazia tão decididos a conhecê-los mais e mais. Vivemos boa parte das nossas vidas para eles. Seguindo os passos, de longe, no tempo e no espaço, como astrônomos que estudam imagens de uma cratera na lua. Nas cidades pequenas, nossos amores são platônicos. E são muitos, muitos. R.E.M é só um bom exemplo. Um exemplo que uso agora porque, semana passada com o fim da banda, eu e todos meus amigos perdemos algo ou, quem sabe, só nos lembramos do que, normalmente e dolorosamente, com o tempo se perde. Não é que eu não simpatize com esses jovens ao meu redor, hoje, nesse show do Radiohead, no Roseland Ballroom. Gosto de observá-los, voyerísticamente, detalhadamente. E mesmo os vendo assim, com suas cabeças iluminadas, enterradas em seus iphones, silenciosos entre si, teclando, percebo seus tédios. Sim, existe o tédio das pequenas cidades e o tédio das cidades grandes. Duas meninas mais espertas ao meu lado riem e dizem: “Câmeras! Vocês não vão se lembrar disso! Vivam o momento! Mimados por todas as suas possibilidades, viciados em seus apps, meninos e meninas de Nova York assistiram a mais um show do Radiohead. E foram até carinhosos, levantaram o rosto de suas telas por três ou quatro vezes para vislumbrar os artistas. Alguns “indies” mais velhos denunciavam que a banda já é um clássico de quase duas décadas.
King Of Limbs é o trabalho mais estranho, aparentemente sem foco, sem o passo à frente dos outros trabalhos. Percebendo mais, nos sensibilizando mais, enfim, pensando mais, é possível ver que o passo foi conscientemente dado no escuro, flutuando em algum lugar (no limbo?) em busca de formas. Instintivo, bastante emocional, mas pensado, realmente experimental. Como sempre, um som cristalino, perfeito e capaz, usado em sua amplitude. Weird Fishes/Arpeggi foi hipnotizante, Subterranean Homesick Alien (tocada pela primeira vez desde 2003) incrivelmente delicada. Cruzei o calor e o frio da luzes de leds e neons do Times Square, voltando para o hotel, refletindo a experiência. Será sempre uma noite inesquecível. Noite que devo ao meu amigo, o arquiteto Isay Weinfeld. Figurar numa lista de convidados do Radiohead foi um dos pontos altos da minha vida. Porque eu não nasci em Nova York. Eu nasci em Ipanema, cresci em Curitiba, e posso explicar cada imagem de Wave que tocava no restaurante ao lado, antes do show.
No fim, o Radiohead, todos da banda, agradeciam, batedo palmas para o público. O R.E.M. acabou, com trinta e um anos de história, agradecendo ao seus fãs por deixá-los fazerem parte de suas vidas. Como diz meu amigo Caio Marques, o final mais classudo da história. New Adventures in Hi Fi, Automatic For The People, Murmur, tantos discos maravilhosos. Sempre fizeram parte das nossas vidas, é uma verdade histórica. Mas que histórias são essas? Sempre ouvíamos na Sutil, entre amigos, no squat. Em 1997 ouvíamos E Bow The Letter, em 1998 ouvíamos Up e viajamos juntos para ver o show com neons, como esses, e músicas inéditas de Reveal (um disco sobre um verão místico que conseguiu ampliar a fase inspirada e, injustamente, não respeitada).
E até agora, tocava a linda Überlin no início de Trilhas Sonoras de Amor Perdidas. Sempre ímpar, Bad Day é uma obra prima. Vê-lo, Michael Stipe, cantando Seven Chinese Brothers, ouvir Monster pela primeira vez, ver Losing My Religion pela primeira vez (você lembra? que impressionante!), saber que Patti Smith chorou, quando ainda não os conhecia, quando ouviu The One I Love. O silêncio da última estrofe de Man On The Moon com Michael Stipe caminhando de costas, num posto de gasolina ou bar, com um chapéu de cowboy. E amigos!, ouvir New Adventures in Hi Fi pela primeira vez. O single mais dark, aquela carta-canção escrita às quatro da manhã dentro de um ônibus. No vídeo da música, cheio de imagens de estradas, cores baixas, horas mágicas, lâmpadas fluorescentes, alumínio e céu, um rosto das sombras do esquecimento se insinuava: era o retorno de Patti Smith (hoje, todos com seus exemplares de Apenas Garotos nas mãos).
Thom Yorke cantou: this one goes to “the one I love”. Uma homenagem a banda que ele, garoto, também amou. Ele é de Oxford. Está certo Oxford não é Curitiba, mas é bastante tediosa também. Como disse Peter Buck na sua despedida da banda: “Eu sei que vou reencontrá-los no futuro, meus amigos, ou numa loja de discos da nossa cidade (elas não existirão) ou em pé, no fundo do bar, assistindo a um grupo de meninos de 19 anos tentando mudar o mundo (esses existirão?). Eu não conheço mais esses meninos e meninas. Nem os daqui de Nova York e nem mais, o tempo voa, os de Curitiba. Eu só sei que tudo em sua forma evolui, mas a essência da busca é similar, ou a mesma. Foi e sempre será como quando ouvi Spike do Elvis Costello pela primeira vez (assisti por aqui a Revolver Tour e contarei). Em 1989. O ano em que tudo mudou. Hoje, não existem mais obras assim? É claro que sim. E desconfio que elas estejam surgindo de dentro daquelas telas iluminadas de smartfones. De lá, também, devemos ouvir a comemoração entre amigos, o testemunhar do mundo que se cria, a sensação doce da formação em conjunto, coletiva, dividida, das grandes e pequenas descobertas. Uma banda como o Radiohead, que criou The Bends, Ok Computer, Kid A, In Rainbows, talvez não saiba mais guiar isso, como um dia o fez, inesquecívelmente. Agora eles correm por fora, por dentro deles, e talvez ainda surpreendam e nos façam levantar as cabeças ocupadas, com as mensagens de nossos blackberries, para reve-los."
Nostalgia?
Não sei ao certo se foi por conta do nascimento de mais um filho ou por influência de alguns episódios (15 anos da morte de Renato Russo e novo disco do Noel Gallagher), mas o fato é que nas últimas semanas tenho ouvido basicamente Legião Urbana e Oasis (e Blur também).
A primeira banda foi muito importante para mim na década de 80, e escreverei mais sobre ela em breve.
Já o Oasis foi minha banda favorita ao longo dos anos 90 (até prefiro o Blur, mas fui prestar atenção na banda um pouco mais tarde).
Aproveitando o gancho, vejam essa lista que saiu na Rolling Stone espanhola sobre os melhores discos do Britpop (Rolling Stone Brasil, cadê você? Chico Buarque na capa é compreensível, mas foda!):
"
1. Different class, de Pulp:
En un momento en que Blur y Oasis se habían convertido en demasiado grandes, la banda liderada por Jarvis Cocker (en activo desde finales de los setenta) se transformó en la verdadera favorita de mucha gente. Motivos: Common people se basta. Pero fue el grueso del álbum el que hizo de Different class el trabajo definitivo de la época. Jarvis Cocker era un londinense cualquiera que salía por el Soho (Bar Italia), adoraba a las chicas de Ladbroke Grove (I spy), no quería comprometerse (Disco 2000) y mostraba un apetito insaciable por la juerga (Sorted for E’s & Wizz) y el sexo (Underwear y Live bed show). Todo lo anterior, resumido en ese himno que fue y es Common People, explican por qué Pulp fueron una banda sin la que, seguramente, el Britpop habría sido algo muy distinto, o no habría sido en absoluto.
2. Parklife, de Blur:
A la tercera fue la vencida. Después de mostrarse demasiado dubitativos en sus dos primeros discos, hasta el punto de que nadie sabía si iban para estrellas o para anécdota, Damon Albarn emergió como el más firme plumilla musical a heredar el trono de cronista laureado del reino, entre serio e irónico, que en su día detentó Ray Davies. Auténtico buque insignia del Britpop, Parklife regalaba canciones a casi todas las esencias de la vida realmente inglesa: las jornadas festivas (Bank holiday), la mirada desapasionada y costumbrista a la vida cotidiana (End of the century), la escapada a la costa (Clover over dover)… En medio, cautivadores paisajes personales como Badhead y To the end, y un final majestuoso con This is a low, una de sus mejores canciones.
3. Definitely maybe, de Oasis:
A estas alturas todos saben quienes son Oasis, y si los ama o los odia. Por eso quizás el tiempo ha restado valor a lo que supuso la publicación de Definitely maybe. Bajo la batuta de las excelentes composiciones de Noel Gallagher, y con la personalidad y el carisma de su hermano pequeño Liam como forma visible de la propuesta, el debut de Oasis impulsó el regreso de las guitarras densas al pop inglés (que sus grupos de cabecera fueran Beatles y Stone Roses, no implica que los Sex Pistols no sonaran en el sucio local de Manchester donde ensayaban estos macarras). Oasis se convirtieron, de repente, en la referencia estética y espiritual; y canciones como Columbia, Slide away, Supersonic o Cigarettes & alcohol, en himnos vitales y generacionales.
3. Definitely maybe, de Oasis:
A estas alturas todos saben quienes son Oasis, y si los ama o los odia. Por eso quizás el tiempo ha restado valor a lo que supuso la publicación de Definitely maybe. Bajo la batuta de las excelentes composiciones de Noel Gallagher, y con la personalidad y el carisma de su hermano pequeño Liam como forma visible de la propuesta, el debut de Oasis impulsó el regreso de las guitarras densas al pop inglés (que sus grupos de cabecera fueran Beatles y Stone Roses, no implica que los Sex Pistols no sonaran en el sucio local de Manchester donde ensayaban estos macarras). Oasis se convirtieron, de repente, en la referencia estética y espiritual; y canciones como Columbia, Slide away, Supersonic o Cigarettes & alcohol, en himnos vitales y generacionales.
Dejamos una grabación en directo de Columbia, de Oasis:
4. Dog man star, de Suede:
El single previo Stay together ya anticipaba el camino. La creciente maestría e inquietud musical de Bernard Butler –y su alienamiento respecto al resto de la banda– más la no menos creciente actividad lisérgica de Brett Anderson provocaron que Suede se desmarcaran de su álbum de debut y de toda la música que se hacía entonces e iniciaran otro viaje por su cuenta. Aún les quedaba Bowie (New generation), pero la afectación y el melodrama eran nuevos. Dog man star era tan ambicioso artísticamente que, de no ser por la sutilidad con la que Butler envolvió las desgarradas maniobras poéticas de Anderson, canciones como The asphalt world, The wild ones o Still life habrían dado vergüenza ajena. En cambio, fue una obra maestra. Butler dejó Suede antes de que viera la luz.
5. I should coco, de Supergrass:
Espectacular se convierte en un adjetivo escaso para definir un debut de los que ya no se publican en estos tibios tiempos. Coger todas tus influencias (Bowie, Buzzcocks, Beatles) y mostrarlas sin pudor ni nostalgia para convertirlas en, ahí la clave, un sonido personalísimo, lo consiguieron estos tres descerebrados en el año 95. Pura energía sin control ni mesura, una enfermedad musical infecciosa y… letal.
6. Wake up!, de The Boo Radleys:
La banda liderada (en tareas compositivas) por Martin Carr había empezado mucho antes del Britpop y Giant steps (1993) ya era un disco sobresaliente, pero en Wake up! dieron con una tecla que, por otro lado, no volvieron a encontrar jamás: la del éxito comercial. La mitad de la culpa fue del single Wake up boo, pero el disco también tenía perlas como Reaching out from here, Martin, Doom! It’s seven o’clock o It’s lulu.
7. Fuzzy logic, de Super Furry Animals:
Galeses militantes –su tercer disco sería en ese idioma–, Gruff Rhys y compañía debutaron a principios de 1996 con un álbum de punk pop juguetón, surrealista, loco de remate, pluscuamperfecto. Entre el trallazo de God! show me magic y los coros de For now and ever cabían la inmediatez de Something 4 the weekend, una canción dedicada a un frisbee y otras gloriosas rarezas que hablaban de la singularidad de este grupo.
8. Elastica, de Elastica:
En el 95, no había garito de Nueva York o Londres en el que no se hablara de Elastica. Con un rollo new-wave y la vista puesta muy cerca de los discos de Wire, gracias a ellos el movimiento encontró a su icono (sexual) femenino: Justine Frischmann.
9. Suede, de Suede:
Un sonido seductor y oscuro, entre lo afectado y la poesía. Corría el año 1993 y con el binomio Butler-Anderson llegó el glamour al britpop. El tiempo no ha pasado por Animal nitrate, So young o Sleeping pills, excitantes canciones de huida... a ninguna parte.
10. 1977, de Ash:
¿Podrías pasar un año en una habitación con la saga de Star Wars, un póster de Jackie Chan en la pared, algunos pedales de distorsión enganchados a la guitarra, un diario en blanco, y los discos de los Housemartins sonando sólo en los días pares? Mientras piensas la respuesta, escucha el trabajo que publicaron estos niñatos norirlandeses en el año 1996, enlazando con destreza el sonido punk inglés con cierta querencia grunge y bastante cultura pop. Y sí, es cierto lo que cuentan: Wheeler, Hamilton y Murray hicieron que algunos se dejaran los flequillos crecer y crecer.
11. Casanova, de The Divine Comedy:
Que Scott Walker era un extraño en las existencias de los britpoperos, era un hecho. Y que con su cuarto y mejor disco, un Neil Hannon de 25 años llenó ese vacío, también. Romántico pero no dramático, orquestal pero no barroco, Casanova está repleto de magia, de charming, y de canciones inmensas como Something for the Weekend o Becoming more like Alfie.
12. (What’s the story) Morning glory, de Oasis:
En su día fue celebrado como incluso mejor que su debut. Wonderwall fue un éxito mundial, aunque con el tiempo las mejores canciones son las que suenan más urgentes, Hello o Some might say. A pesar de que no, no era mejor que Definitely maybe, se trataba de una colección de canciones al alcance de muy pocos, y fue el disco que les dio la gloria.
13. Modern life is rubbish, de Blur:
Debates al margen (si fue o no el disco que marcó el ahora del britpop), el segundo de Blur dibuja a un grupo que busca reinventarse: si antes el grunge ejercía su poder hasta donde alcanzaba la vista, ahora el pop debe dominar el mundo… otra vez. Los hipnóticos arreglos de Coxon, el tenso bajo de James y la lírica mordaz de Albarn, en pleno apogeo. Sin este disco, Parklife no hubiera sido posible.
14. A northern soul, de The Verve:
Ya desde el principio de su carrera, a Richard Ashcroft le llamaban Mad Richard por sus actitudes y ambiciones chamánicas. El único momento en que las puso negro sobre blanco fue en este disco, en especial en las canciones-himno A new decade, This is music y History. También en el libreto del disco, con imágenes apologéticas de una espiritualidad más o menos narcótica.
15. K, de Kula Shaker:
Con Hendrix, Grateful Dead y George Harrison metidos en el alma, y el Siddhartha de Hesse en el bolsillo, Crispian Mills, nieto del actor Sir John Mills, montó una banda para recuperar la espiritualidad que inundaba la psicodelia de finales de los 60. Versos en sánscrito y shivas de cuatro brazos recorren canciones que marcaron por la esencia más que por la forma. Ahora son difíciles de reivindicar, pero en su día Tattva fue un pelotazo.
16. Expecting to fly, de The Bluetones:
En 2010 se publicaba un nuevo disco de los Bluetones. Tras quince años de pop melódico y armoniosos pasajes, mostraban seguir a lo suyo, tarea que en la empezaron con Expecting to fly, su debut del año 1996. Las obvias comparaciones con los Stone Roses, lejos de perjudicar, les permitieron tener hueco asegurado en el NME. Y hits como Bluetonic o Slight return hicieron el resto.
17. The great escape, de Blur:
Batalla campal, estribillos letales, palabras afiladas, y dos discos a punto de ver la luz. Oasis ganó en cifras y Blur en letras. Country house, un single lleno de referencias british, sirvió de radiografía (y de aviso) de lo que íbamos a encontrar en The great escape: la sociedad británica y su cultura puestas en duda. Con singles como The universal, estamos ante el primer disco de Blur que consiguió triunfar en EE UU.
18. Olympian, de Gene:
En algún punto entre The Faces, The Jam y The Smiths situamos el proyecto de Martin Rossiter y compañía. Secundarios de lujo más por mala suerte que por falta de talento, Gene destacaban por mezclar épica con crudeza, ofreciendo un debut que, por debajo de las evidentes influencias, dejaba entrever ideas y personalidad. Hay que completarlo con el álbum de singles y rarezas To see the lights.
19. This world and body, de Marion:
Víctimas de lo que llamaron ‘la maldición de Morrissey’ (grupo al que alababa, grupo que se hundía), Marion tuvieron sus cinco minutos de gloria gracias a temas irresistibles como Sleep. Las adicciones de su líder, Jaime, acabaron con ellos antes de lo que merecían.
20. Moseley shoals, de Ocean Colour Scene:
Paul Weller dijo: “Ellos me gustan”. Y nosotros le creímos, porque casi nunca se equivoca. Mucho más eclécticos y frescos que en su debut, Ocean Colour Scene sorprendieron en el año 1996 con este brillante disco y con un single, The riverboat song, que contiene uno de los riffs más adictivos del pop.
21. New wave, de The Auteurs:
El exquisito grupo de Luke Haines fue alineado junto a Suede en los principios del Britpop, pero el regusto agridulce y el sonido más melódico que demuestran joyas como Showgirl o Starstruck mostró que sus caminos eran distintos.
22. Nuisance, de Menswear:
Hubo un momento, en 1994, en que todo el mundo sabía quiénes eran Menswear aunque nadie había escuchado ni una canción suya. Eran los reyes del saber estar, de la ubicuidad, convirtieron el ser vistos en un arte. Después, el tiempo se les echó encima y les pasó de largo. Antes, hicieron este disco en el que brillan sus singles más conocidos: Daydreamer y Being brave.
23. On, de Echobelly:
Por un par de años, Echobelly fueron la banda con cantante femenina más consistente del Britpop. Éxitos como Insomniac o I can’t imagine the world without me abonaron el terreno para este On que les consolidó, aunque brevemente. Los hits aquí son King of the kerb y Great things. Echobelly pusieron banda sonora a muchos grandes momentos de la época.
24. Lovelife, de Lush:
Fueron de los primeros en estar ahí, alternando con Blur y Stereolab, pero no alcanzaron ni la popularidad de los primeros ni el culto de los segundos. Se quedaron en unos fabricantes de pop –perdón– bonito, cuidados por la prensa hasta que aparecieron en escena Cast, que hacían lo mismo pero con personaje ilustre en cabeza. De hecho ellos y su All change podrían haber ocupado este hueco.
25. The it girl, de Sleeper:
Ahora cuesta creerlo, pero Sleeper titulaban así su segundo disco porque su lideresa, Louise Wener, era en efecto la chica-objeto del britpop –dado que Justine Frischmann era pareja estable de Damon Albarn–. Aunque musicalmente no estuvieran a la altura de la atención que se les prestó, Sale of the century, Nice guy Eddie o Statuesque pueden valer una revisión en una fiesta temática."
Bom listas são sempre subjetivas, mas deixar de fora Urban Hymmes do Verve é um pecado mortal!
Quanto ao Oasis, Defenitly Maybe é de fato um disco histórico, considerado um dos melhores debuts de todos os tempos, mas o Morning Glory (em 12o. na lista) é, por questões sentimentais, o meu favorito.
Aliás, o disco solo do Noel Gallegher etá bem bom, recomendo.
A primeira banda foi muito importante para mim na década de 80, e escreverei mais sobre ela em breve.
Já o Oasis foi minha banda favorita ao longo dos anos 90 (até prefiro o Blur, mas fui prestar atenção na banda um pouco mais tarde).
Aproveitando o gancho, vejam essa lista que saiu na Rolling Stone espanhola sobre os melhores discos do Britpop (Rolling Stone Brasil, cadê você? Chico Buarque na capa é compreensível, mas foda!):
"
1. Different class, de Pulp:
En un momento en que Blur y Oasis se habían convertido en demasiado grandes, la banda liderada por Jarvis Cocker (en activo desde finales de los setenta) se transformó en la verdadera favorita de mucha gente. Motivos: Common people se basta. Pero fue el grueso del álbum el que hizo de Different class el trabajo definitivo de la época. Jarvis Cocker era un londinense cualquiera que salía por el Soho (Bar Italia), adoraba a las chicas de Ladbroke Grove (I spy), no quería comprometerse (Disco 2000) y mostraba un apetito insaciable por la juerga (Sorted for E’s & Wizz) y el sexo (Underwear y Live bed show). Todo lo anterior, resumido en ese himno que fue y es Common People, explican por qué Pulp fueron una banda sin la que, seguramente, el Britpop habría sido algo muy distinto, o no habría sido en absoluto.
2. Parklife, de Blur:
A la tercera fue la vencida. Después de mostrarse demasiado dubitativos en sus dos primeros discos, hasta el punto de que nadie sabía si iban para estrellas o para anécdota, Damon Albarn emergió como el más firme plumilla musical a heredar el trono de cronista laureado del reino, entre serio e irónico, que en su día detentó Ray Davies. Auténtico buque insignia del Britpop, Parklife regalaba canciones a casi todas las esencias de la vida realmente inglesa: las jornadas festivas (Bank holiday), la mirada desapasionada y costumbrista a la vida cotidiana (End of the century), la escapada a la costa (Clover over dover)… En medio, cautivadores paisajes personales como Badhead y To the end, y un final majestuoso con This is a low, una de sus mejores canciones.
3. Definitely maybe, de Oasis:
A estas alturas todos saben quienes son Oasis, y si los ama o los odia. Por eso quizás el tiempo ha restado valor a lo que supuso la publicación de Definitely maybe. Bajo la batuta de las excelentes composiciones de Noel Gallagher, y con la personalidad y el carisma de su hermano pequeño Liam como forma visible de la propuesta, el debut de Oasis impulsó el regreso de las guitarras densas al pop inglés (que sus grupos de cabecera fueran Beatles y Stone Roses, no implica que los Sex Pistols no sonaran en el sucio local de Manchester donde ensayaban estos macarras). Oasis se convirtieron, de repente, en la referencia estética y espiritual; y canciones como Columbia, Slide away, Supersonic o Cigarettes & alcohol, en himnos vitales y generacionales.
3. Definitely maybe, de Oasis:
A estas alturas todos saben quienes son Oasis, y si los ama o los odia. Por eso quizás el tiempo ha restado valor a lo que supuso la publicación de Definitely maybe. Bajo la batuta de las excelentes composiciones de Noel Gallagher, y con la personalidad y el carisma de su hermano pequeño Liam como forma visible de la propuesta, el debut de Oasis impulsó el regreso de las guitarras densas al pop inglés (que sus grupos de cabecera fueran Beatles y Stone Roses, no implica que los Sex Pistols no sonaran en el sucio local de Manchester donde ensayaban estos macarras). Oasis se convirtieron, de repente, en la referencia estética y espiritual; y canciones como Columbia, Slide away, Supersonic o Cigarettes & alcohol, en himnos vitales y generacionales.
Dejamos una grabación en directo de Columbia, de Oasis:
4. Dog man star, de Suede:
El single previo Stay together ya anticipaba el camino. La creciente maestría e inquietud musical de Bernard Butler –y su alienamiento respecto al resto de la banda– más la no menos creciente actividad lisérgica de Brett Anderson provocaron que Suede se desmarcaran de su álbum de debut y de toda la música que se hacía entonces e iniciaran otro viaje por su cuenta. Aún les quedaba Bowie (New generation), pero la afectación y el melodrama eran nuevos. Dog man star era tan ambicioso artísticamente que, de no ser por la sutilidad con la que Butler envolvió las desgarradas maniobras poéticas de Anderson, canciones como The asphalt world, The wild ones o Still life habrían dado vergüenza ajena. En cambio, fue una obra maestra. Butler dejó Suede antes de que viera la luz.
5. I should coco, de Supergrass:
Espectacular se convierte en un adjetivo escaso para definir un debut de los que ya no se publican en estos tibios tiempos. Coger todas tus influencias (Bowie, Buzzcocks, Beatles) y mostrarlas sin pudor ni nostalgia para convertirlas en, ahí la clave, un sonido personalísimo, lo consiguieron estos tres descerebrados en el año 95. Pura energía sin control ni mesura, una enfermedad musical infecciosa y… letal.
6. Wake up!, de The Boo Radleys:
La banda liderada (en tareas compositivas) por Martin Carr había empezado mucho antes del Britpop y Giant steps (1993) ya era un disco sobresaliente, pero en Wake up! dieron con una tecla que, por otro lado, no volvieron a encontrar jamás: la del éxito comercial. La mitad de la culpa fue del single Wake up boo, pero el disco también tenía perlas como Reaching out from here, Martin, Doom! It’s seven o’clock o It’s lulu.
7. Fuzzy logic, de Super Furry Animals:
Galeses militantes –su tercer disco sería en ese idioma–, Gruff Rhys y compañía debutaron a principios de 1996 con un álbum de punk pop juguetón, surrealista, loco de remate, pluscuamperfecto. Entre el trallazo de God! show me magic y los coros de For now and ever cabían la inmediatez de Something 4 the weekend, una canción dedicada a un frisbee y otras gloriosas rarezas que hablaban de la singularidad de este grupo.
8. Elastica, de Elastica:
En el 95, no había garito de Nueva York o Londres en el que no se hablara de Elastica. Con un rollo new-wave y la vista puesta muy cerca de los discos de Wire, gracias a ellos el movimiento encontró a su icono (sexual) femenino: Justine Frischmann.
9. Suede, de Suede:
Un sonido seductor y oscuro, entre lo afectado y la poesía. Corría el año 1993 y con el binomio Butler-Anderson llegó el glamour al britpop. El tiempo no ha pasado por Animal nitrate, So young o Sleeping pills, excitantes canciones de huida... a ninguna parte.
10. 1977, de Ash:
¿Podrías pasar un año en una habitación con la saga de Star Wars, un póster de Jackie Chan en la pared, algunos pedales de distorsión enganchados a la guitarra, un diario en blanco, y los discos de los Housemartins sonando sólo en los días pares? Mientras piensas la respuesta, escucha el trabajo que publicaron estos niñatos norirlandeses en el año 1996, enlazando con destreza el sonido punk inglés con cierta querencia grunge y bastante cultura pop. Y sí, es cierto lo que cuentan: Wheeler, Hamilton y Murray hicieron que algunos se dejaran los flequillos crecer y crecer.
11. Casanova, de The Divine Comedy:
Que Scott Walker era un extraño en las existencias de los britpoperos, era un hecho. Y que con su cuarto y mejor disco, un Neil Hannon de 25 años llenó ese vacío, también. Romántico pero no dramático, orquestal pero no barroco, Casanova está repleto de magia, de charming, y de canciones inmensas como Something for the Weekend o Becoming more like Alfie.
12. (What’s the story) Morning glory, de Oasis:
En su día fue celebrado como incluso mejor que su debut. Wonderwall fue un éxito mundial, aunque con el tiempo las mejores canciones son las que suenan más urgentes, Hello o Some might say. A pesar de que no, no era mejor que Definitely maybe, se trataba de una colección de canciones al alcance de muy pocos, y fue el disco que les dio la gloria.
13. Modern life is rubbish, de Blur:
Debates al margen (si fue o no el disco que marcó el ahora del britpop), el segundo de Blur dibuja a un grupo que busca reinventarse: si antes el grunge ejercía su poder hasta donde alcanzaba la vista, ahora el pop debe dominar el mundo… otra vez. Los hipnóticos arreglos de Coxon, el tenso bajo de James y la lírica mordaz de Albarn, en pleno apogeo. Sin este disco, Parklife no hubiera sido posible.
14. A northern soul, de The Verve:
Ya desde el principio de su carrera, a Richard Ashcroft le llamaban Mad Richard por sus actitudes y ambiciones chamánicas. El único momento en que las puso negro sobre blanco fue en este disco, en especial en las canciones-himno A new decade, This is music y History. También en el libreto del disco, con imágenes apologéticas de una espiritualidad más o menos narcótica.
15. K, de Kula Shaker:
Con Hendrix, Grateful Dead y George Harrison metidos en el alma, y el Siddhartha de Hesse en el bolsillo, Crispian Mills, nieto del actor Sir John Mills, montó una banda para recuperar la espiritualidad que inundaba la psicodelia de finales de los 60. Versos en sánscrito y shivas de cuatro brazos recorren canciones que marcaron por la esencia más que por la forma. Ahora son difíciles de reivindicar, pero en su día Tattva fue un pelotazo.
16. Expecting to fly, de The Bluetones:
En 2010 se publicaba un nuevo disco de los Bluetones. Tras quince años de pop melódico y armoniosos pasajes, mostraban seguir a lo suyo, tarea que en la empezaron con Expecting to fly, su debut del año 1996. Las obvias comparaciones con los Stone Roses, lejos de perjudicar, les permitieron tener hueco asegurado en el NME. Y hits como Bluetonic o Slight return hicieron el resto.
17. The great escape, de Blur:
Batalla campal, estribillos letales, palabras afiladas, y dos discos a punto de ver la luz. Oasis ganó en cifras y Blur en letras. Country house, un single lleno de referencias british, sirvió de radiografía (y de aviso) de lo que íbamos a encontrar en The great escape: la sociedad británica y su cultura puestas en duda. Con singles como The universal, estamos ante el primer disco de Blur que consiguió triunfar en EE UU.
18. Olympian, de Gene:
En algún punto entre The Faces, The Jam y The Smiths situamos el proyecto de Martin Rossiter y compañía. Secundarios de lujo más por mala suerte que por falta de talento, Gene destacaban por mezclar épica con crudeza, ofreciendo un debut que, por debajo de las evidentes influencias, dejaba entrever ideas y personalidad. Hay que completarlo con el álbum de singles y rarezas To see the lights.
19. This world and body, de Marion:
Víctimas de lo que llamaron ‘la maldición de Morrissey’ (grupo al que alababa, grupo que se hundía), Marion tuvieron sus cinco minutos de gloria gracias a temas irresistibles como Sleep. Las adicciones de su líder, Jaime, acabaron con ellos antes de lo que merecían.
20. Moseley shoals, de Ocean Colour Scene:
Paul Weller dijo: “Ellos me gustan”. Y nosotros le creímos, porque casi nunca se equivoca. Mucho más eclécticos y frescos que en su debut, Ocean Colour Scene sorprendieron en el año 1996 con este brillante disco y con un single, The riverboat song, que contiene uno de los riffs más adictivos del pop.
21. New wave, de The Auteurs:
El exquisito grupo de Luke Haines fue alineado junto a Suede en los principios del Britpop, pero el regusto agridulce y el sonido más melódico que demuestran joyas como Showgirl o Starstruck mostró que sus caminos eran distintos.
22. Nuisance, de Menswear:
Hubo un momento, en 1994, en que todo el mundo sabía quiénes eran Menswear aunque nadie había escuchado ni una canción suya. Eran los reyes del saber estar, de la ubicuidad, convirtieron el ser vistos en un arte. Después, el tiempo se les echó encima y les pasó de largo. Antes, hicieron este disco en el que brillan sus singles más conocidos: Daydreamer y Being brave.
23. On, de Echobelly:
Por un par de años, Echobelly fueron la banda con cantante femenina más consistente del Britpop. Éxitos como Insomniac o I can’t imagine the world without me abonaron el terreno para este On que les consolidó, aunque brevemente. Los hits aquí son King of the kerb y Great things. Echobelly pusieron banda sonora a muchos grandes momentos de la época.
24. Lovelife, de Lush:
Fueron de los primeros en estar ahí, alternando con Blur y Stereolab, pero no alcanzaron ni la popularidad de los primeros ni el culto de los segundos. Se quedaron en unos fabricantes de pop –perdón– bonito, cuidados por la prensa hasta que aparecieron en escena Cast, que hacían lo mismo pero con personaje ilustre en cabeza. De hecho ellos y su All change podrían haber ocupado este hueco.
25. The it girl, de Sleeper:
Ahora cuesta creerlo, pero Sleeper titulaban así su segundo disco porque su lideresa, Louise Wener, era en efecto la chica-objeto del britpop –dado que Justine Frischmann era pareja estable de Damon Albarn–. Aunque musicalmente no estuvieran a la altura de la atención que se les prestó, Sale of the century, Nice guy Eddie o Statuesque pueden valer una revisión en una fiesta temática."
Bom listas são sempre subjetivas, mas deixar de fora Urban Hymmes do Verve é um pecado mortal!
Quanto ao Oasis, Defenitly Maybe é de fato um disco histórico, considerado um dos melhores debuts de todos os tempos, mas o Morning Glory (em 12o. na lista) é, por questões sentimentais, o meu favorito.
Aliás, o disco solo do Noel Gallegher etá bem bom, recomendo.
Felipe Hirsch
Felipe, para quem não conhece, é um dos melhores diretores brasileiros de teatro da atualidade. Bom, pelos menos quem fala isso é a imprensa especializada, pois confesso, com grande carga de vergonha, que ainda não assisti a nenhuma de suas peças.
Mas não é isso o que importa para esse texto, e sim que Hirsch é um (mais que) apaixonado por cultura pop, música em especial, e escreve textos muito bons em uma coluna do Jornal O Globo, intitulada Pop Cult.
Já faz algum tempo que quero postar algumas dessas colunas por aqui, e como tenho ouvido demais o último disco do Portishead, Third, de 2009, decidi começar por esta aqui, aproveitem ao máximo:
"Vi aquele show incrível da Beth Gibbons no Tim Festival. Depois, ela assistiu o Lambchop do meu lado, me pediu fogo e eu não tinha, um dos maiores fracassos da minha vida. E eu não sabia se assistia ao show ou ficava olhando pra ela fumando. Naquele tempo fumava-se. Linda, cool, com aquela voz de Mysteries ou cantando Candy Says do Velvet na minha cabeça. Tantos anos depois, continua tudo assim. Eu nunca tinha visto o Portishead. Poucos viram, eles não tocam há 13 anos na América. Escolheram o sensacional Hammerstein Ballroom, em Nova York, com sua acústica e som perfeitos. O show começa com a abertura de Three. Sete das onze do três são tocadas. Entre elas, a linda Magic Doors. Threads, como no disco, encerra o show, curto mas inesquecível. Do clássico Dummy, tocam Mysterons, Sour Times, Wandering Star, Roads e Glory Box, todas desesperadamente adoradas pelo público. Cowboys e Over, do segundo disco. Chase The Tear, o último single também foi tocado. Tudo é tão delicado que parece escapar da razão e se alojar nos sentidos. Música e imagens flutuam ao redor, e a voz de Beth Gibbons. Ela não fuma no palco. Não pode mais fumar no palco? É isso? Eu perdi algo? Como é que o Keith Richards faz? eu penso. Eu quero ver a Beth Gibbons cantando e fumando! Eu não quero viver num mundo em que a Beth Gibbons não possa fumar, e cantar Roads pra mim, pra nós. Sei, eu já entendi que é perigoso. Quando fizemos Som & Fúria no Sesc Anchieta, na temporada de 2000, acomodávamos umas 140 pessoas nas escadas, no chão do teatro. Não tinha lugar pra pisar, todos abraçados, como num show de rock. Isso não pode mais. Sempre penso que se aquelas pessoas queriam arriscar suas vidas pra ver uma peça de teatro é um sinal de que havia, no teatro, uma coisa interessante o bastante para arriscar a vida. Enquanto as pessoas quiserem arriscar um pouco suas vidas por uma peça de teatro, está tudo bem com o teatro. Fora essa digressão, Beth Gibbons estava lá, de novo, ao alcance da minha paixão. Dessa vez, enchi meu casaco de isqueiros, mas ela nem passou perto de precisar o mínimo de mim. Nem sei se ela fuma mais. É uma pena pro mundo, se a Beth Gibbons não fuma mais. Agora eu estou aqui, no deserto, vim parar em Las Vegas para o Shakedown, Festival de Garage, Punk e outros Rockabillies, aqui do lado do Flamingo. Segunda vou encontrar o Portishead em L.A e depois no teatro grego de Berkeley. É um vôo longo entre Nova York e Los Angeles para a Beth Gibbons sem fumar. Esse ano, o Portishead fez a curadoria do ATP (All Tomorrow’s Parties). Em Alexandra Place, em Londres, e aqui na América, em Asbury Park. Na Europa teve PJ Harvey, Grinderman, Godspeed You! Black Emperor. Nos Estados Unidos teve Battles, Horrors, e, principalmente, Jeff Mangum do Neutral Milk Hotel. Ele andou tocando pelas ruas do sul de Manhattan durante os protestos em Wall Street na semana passada. Por sorte, eu estava por lá. Por azar, eu não vi. Verei em New Jersey em novembro. Dizem que ele não existe. Mando notícias.
Outra coisa que não sai da minha cabeça é o show que vi de…Elvis Costello e sua Revolver Tour. Fui até o tal United Palace no Bronx. Igreja e teatro, é um dos lugares mais incríveis que já entrei na cidade. Lindo de morrer. Bem, Costello é assunto de toda semana, mas esse show é muito especial! Pra quem não sabe, é um jogo de uma roleta pousada no palco com o nome de umas 60 músicas. Durante o show, alguns felizes são selecionados, na platéia, para girar a coisa. Então, os Attractions, ou melhor, os Imposters e Elvis tocam as sorteadas. Com essa dinâmica nenhum show é, no mínimo, igual ao outro. Fora isso, existem alguns lances a mais. Por exemplo, no meu show deu Cash na roleta. EC brincou que essa era a hora do público jogar dinheiro no palco. Mas logo emendou com um medley fantástico de Johnny Cash, culminando com uma versão, de arrancar os olhos, de I Still Miss Someone. É estarrecedor como eles brincam com suas capacidades. Se cai na palavra Time, como aconteceu, eles saem tocando umas 4 músicas com esse tema, algumas do repertório, outras completamente improvisadas. Durante a rodada, os selecionados ficam bebericando coquetéis num lounge bar, próximo ao piano, ou podem se aventurar num pole dancing instalado no palco. Entre os convidados, na minha noite, a bela Mary Louise Parker, de Weeds, foi pescada, rodou a roleta, ganhou sua música, dançou no poste para delírio do teatro-igreja e foi presenteada, por seu nome, como uma versão inesquecível de Marie’s the Name of His Latest Flame, minha música preferida de Elvis Presley (entre outras doze), composta por Doc Pomus, o maior ídolo, da música, de Lou Reed. O da literatura é, foi seu professor, Delmore Schwartz. Fora isso, é importante dizer que Costello abriu! o show com Alison e já emendou com Lipstick Vogue, o que fez meu coração disparar acima de 160 batimentos por minuto. E sim, ele tocou (porque na roleta deu) Everyday I Write The Book, I Don`t Want To Go To Chelsea, Peace, Love and Understanding (composta com Nick Lowe) e as raríssimas Stella Hurt, You Little Fool e New Lace Sleeves. Spectacle, o genial programa de TV de EC, afinou ainda mais a enciclopédia de música que ele é. Já falei aqui sobre o episódio do encontro com Elton John. Um clássico. Aliás, ouvi, nesse deserto iluminado, ao vivo, EJ cantando Mona Lisa and Mad Hatters e chorei de tão bonito. Semana que vem, Foo Fighters em L.A."
Aliás, pode até ter sido alguma questão de agenda, mas não dá para entender como o Portishead foi ignorado na escalação dos festivais brasileiros (Rock In Rio, Planeta Terra e SWU), apesar de que gostaria mesmo era de ver a banda tocar no Via Funchal.
Abs.
Mas não é isso o que importa para esse texto, e sim que Hirsch é um (mais que) apaixonado por cultura pop, música em especial, e escreve textos muito bons em uma coluna do Jornal O Globo, intitulada Pop Cult.
Já faz algum tempo que quero postar algumas dessas colunas por aqui, e como tenho ouvido demais o último disco do Portishead, Third, de 2009, decidi começar por esta aqui, aproveitem ao máximo:
"Vi aquele show incrível da Beth Gibbons no Tim Festival. Depois, ela assistiu o Lambchop do meu lado, me pediu fogo e eu não tinha, um dos maiores fracassos da minha vida. E eu não sabia se assistia ao show ou ficava olhando pra ela fumando. Naquele tempo fumava-se. Linda, cool, com aquela voz de Mysteries ou cantando Candy Says do Velvet na minha cabeça. Tantos anos depois, continua tudo assim. Eu nunca tinha visto o Portishead. Poucos viram, eles não tocam há 13 anos na América. Escolheram o sensacional Hammerstein Ballroom, em Nova York, com sua acústica e som perfeitos. O show começa com a abertura de Three. Sete das onze do três são tocadas. Entre elas, a linda Magic Doors. Threads, como no disco, encerra o show, curto mas inesquecível. Do clássico Dummy, tocam Mysterons, Sour Times, Wandering Star, Roads e Glory Box, todas desesperadamente adoradas pelo público. Cowboys e Over, do segundo disco. Chase The Tear, o último single também foi tocado. Tudo é tão delicado que parece escapar da razão e se alojar nos sentidos. Música e imagens flutuam ao redor, e a voz de Beth Gibbons. Ela não fuma no palco. Não pode mais fumar no palco? É isso? Eu perdi algo? Como é que o Keith Richards faz? eu penso. Eu quero ver a Beth Gibbons cantando e fumando! Eu não quero viver num mundo em que a Beth Gibbons não possa fumar, e cantar Roads pra mim, pra nós. Sei, eu já entendi que é perigoso. Quando fizemos Som & Fúria no Sesc Anchieta, na temporada de 2000, acomodávamos umas 140 pessoas nas escadas, no chão do teatro. Não tinha lugar pra pisar, todos abraçados, como num show de rock. Isso não pode mais. Sempre penso que se aquelas pessoas queriam arriscar suas vidas pra ver uma peça de teatro é um sinal de que havia, no teatro, uma coisa interessante o bastante para arriscar a vida. Enquanto as pessoas quiserem arriscar um pouco suas vidas por uma peça de teatro, está tudo bem com o teatro. Fora essa digressão, Beth Gibbons estava lá, de novo, ao alcance da minha paixão. Dessa vez, enchi meu casaco de isqueiros, mas ela nem passou perto de precisar o mínimo de mim. Nem sei se ela fuma mais. É uma pena pro mundo, se a Beth Gibbons não fuma mais. Agora eu estou aqui, no deserto, vim parar em Las Vegas para o Shakedown, Festival de Garage, Punk e outros Rockabillies, aqui do lado do Flamingo. Segunda vou encontrar o Portishead em L.A e depois no teatro grego de Berkeley. É um vôo longo entre Nova York e Los Angeles para a Beth Gibbons sem fumar. Esse ano, o Portishead fez a curadoria do ATP (All Tomorrow’s Parties). Em Alexandra Place, em Londres, e aqui na América, em Asbury Park. Na Europa teve PJ Harvey, Grinderman, Godspeed You! Black Emperor. Nos Estados Unidos teve Battles, Horrors, e, principalmente, Jeff Mangum do Neutral Milk Hotel. Ele andou tocando pelas ruas do sul de Manhattan durante os protestos em Wall Street na semana passada. Por sorte, eu estava por lá. Por azar, eu não vi. Verei em New Jersey em novembro. Dizem que ele não existe. Mando notícias.
Outra coisa que não sai da minha cabeça é o show que vi de…Elvis Costello e sua Revolver Tour. Fui até o tal United Palace no Bronx. Igreja e teatro, é um dos lugares mais incríveis que já entrei na cidade. Lindo de morrer. Bem, Costello é assunto de toda semana, mas esse show é muito especial! Pra quem não sabe, é um jogo de uma roleta pousada no palco com o nome de umas 60 músicas. Durante o show, alguns felizes são selecionados, na platéia, para girar a coisa. Então, os Attractions, ou melhor, os Imposters e Elvis tocam as sorteadas. Com essa dinâmica nenhum show é, no mínimo, igual ao outro. Fora isso, existem alguns lances a mais. Por exemplo, no meu show deu Cash na roleta. EC brincou que essa era a hora do público jogar dinheiro no palco. Mas logo emendou com um medley fantástico de Johnny Cash, culminando com uma versão, de arrancar os olhos, de I Still Miss Someone. É estarrecedor como eles brincam com suas capacidades. Se cai na palavra Time, como aconteceu, eles saem tocando umas 4 músicas com esse tema, algumas do repertório, outras completamente improvisadas. Durante a rodada, os selecionados ficam bebericando coquetéis num lounge bar, próximo ao piano, ou podem se aventurar num pole dancing instalado no palco. Entre os convidados, na minha noite, a bela Mary Louise Parker, de Weeds, foi pescada, rodou a roleta, ganhou sua música, dançou no poste para delírio do teatro-igreja e foi presenteada, por seu nome, como uma versão inesquecível de Marie’s the Name of His Latest Flame, minha música preferida de Elvis Presley (entre outras doze), composta por Doc Pomus, o maior ídolo, da música, de Lou Reed. O da literatura é, foi seu professor, Delmore Schwartz. Fora isso, é importante dizer que Costello abriu! o show com Alison e já emendou com Lipstick Vogue, o que fez meu coração disparar acima de 160 batimentos por minuto. E sim, ele tocou (porque na roleta deu) Everyday I Write The Book, I Don`t Want To Go To Chelsea, Peace, Love and Understanding (composta com Nick Lowe) e as raríssimas Stella Hurt, You Little Fool e New Lace Sleeves. Spectacle, o genial programa de TV de EC, afinou ainda mais a enciclopédia de música que ele é. Já falei aqui sobre o episódio do encontro com Elton John. Um clássico. Aliás, ouvi, nesse deserto iluminado, ao vivo, EJ cantando Mona Lisa and Mad Hatters e chorei de tão bonito. Semana que vem, Foo Fighters em L.A."
Aliás, pode até ter sido alguma questão de agenda, mas não dá para entender como o Portishead foi ignorado na escalação dos festivais brasileiros (Rock In Rio, Planeta Terra e SWU), apesar de que gostaria mesmo era de ver a banda tocar no Via Funchal.
Abs.
domingo, 16 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Punk Africano
Vi no blog do Ronca Ronca hoje.
Algumas bandas parecem ser muito interessantes.
Aliás, ainda essa semana mais sobre punk, e pós punk, aqui no blog.
Abs.
Algumas bandas parecem ser muito interessantes.
Aliás, ainda essa semana mais sobre punk, e pós punk, aqui no blog.
Abs.
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