quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

E por falar em Japão...

Outro dia assisti ao filme Global Metal na TV a cabo. Trata-se de um documentário feito por um canadense sobre as cenas de Heavy Metal em países não tão óbvios, como China, Israel e Indonésia.

Bom, não ouvia Heavy Metal fazia uns 20 anos, mas achei curioso e segui vendo o filme.

O filme explora outros mercados não tão exóticos, como Brasil (Sepultura) e Japão.

E foi justamente no Japão que vi uma das coisas mais curiosas. O guitarrista Marty Friedman, ex Megadeth, e que hoje vive no Japão, quando entrevistado, falou sobre um movimento musical chamado Visual Kei, movimento musical que traz bandas que fazem um som super rápido e pesado, misturado com algumas baladas, e com um visual tão "montado", que faria os caras do Poison ficarem com vergonha.



Pesquisei um pouco e vi que esse movimento foi muito intenso no Japão do final dos anos 80 ao final dos 90, e por volta de 2007 retornou com força.

Um detalhe, aparentemente quem curte esse tipo de som não ouve bandas de metal internacionais.

Vejam dois exemplos de bandas:





O Japão é isso! Um lugar onde se consome música e cultura pop avidamente, com lugar para todos os estilos, tribos, gêneros, etc. E esse post, bem, definitivamente não é sobre música, e sim sobre antropologia, curiosidade, cultura pop, etc.

Japan Pop Show

Apesar de ter uma cultura milenar e interessantíssima, o Japão, ou melhor, os japoneses, são célebres em consumir e regurgitar cultura pop ocidental.

Aqui algumas homenagens engraçadas a esse traço da cultura nipônica:

Esse vídeo do Oasis traz uma banda fictícia formada por japoneses

Oasis - Acquiesce from nevercanused on Vimeo.

Puta música!!! E a marra dos irmãos "Garagher"

Esse vídeo dos The Bees também é muito bacana:

Especial de quarta

Mais um vídeo sobre a relação do homem com o consumo de música.

Esses vídeos são da loja Amoeba, na California. Já postei alguns antes, com o Frodo (Elijah Wood) e o Mos Def. Toda vez que alguém "famoso" vai até a loja, é convidado a mostrar os discos/filmes que está comprando.

Hoje é dia do Krist Novoselic, baixista de uma tal Nirvana!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

E por falar em reedição de luxo...

Os Stones lançaram até hoje diversos discos ao vivo, a maioria de qualidade duvidosa.

Se você quiser/tiver que ter um, este é o disco.





Essa edição está devidamente incorporada na minha discoteca.

E por falar em Ladies and Gentlemen...

Versão matadora do clássico Midnight Rambler:

Um final de semana no Inferno com os Rolling Stones!

Para encerrar, ao menos por ora, o capítulo Rolling Stones aqui no blog.

Nesse último final de semana emendei a leitura da autobiografia de Keith Richards com a do livro Exile On Main Street – uma temporada no inferno com os Rolling Stones.


O livro, escrito por Robert Greenfield, ex-editor da Revista Rolling Stone nos anos 70, trata da gravação do clássico álbum Exile On Main Street. Não exatamente em termos musicais, a obra traz, em detalhes, o clima tenebroso da gravação do disco e seus desdobramentos.

A grande equação apresentada pelo livro é: como um disco tão fantástico pode ter sido parido de um período tão caótico?!

Só para contextualizar, no início da década de 70 os Stones estavam com problemas com o fisco inglês e, para fugir de taxas que chegavam a 98% dos lucros, se mudaram para o Sul da França. Durante oito meses a banda tenta gravar um álbum no porão da mansão alugada por Keith Richards, e, como só acontece com os Stones, as histórias mais escabrosas acontecem durante o período (consumo industrial de drogas pesadas, casamentos, traições, assaltos, prisões, etc.).

Quanto ao disco, é tido por muitos como a grande obra dos Stones. Um álbum duplo, recheado de canções de estilos variados – blues, country, gospel – e com uma pegada instrumental matadora, embora não traga nenhum mega hit da discografia da banda.

Não sei dizer exatamente se é o melhor álbum do grupo, mas sem dúvida é o último GRANDE disco dos Stones, fechando uma sequência absurdamente clássica de discos, iniciada em 68 com Beggars Banquet e que contou ainda com Let It Bleed, Sticky Fingers e o próprio Exile (essa, na minha modesta opinião, é a discografia básica e obrigatória dos Rolling Stones, que pode ser complementada com a coletânea de singles gravados e editados pelo selo London e pelos excelentes discos Their Satanic Majesties Request e Some Girls). Não por acaso, essa fase, à exceção de Beggars Banquet, traz o guitarrista Mick Taylor, que substituiu Brian Jones.

O ano passado trouxe diversas homenagens aos 40 anos de Exile On Main Street, com a edição do livro ora comentado, o lançamento do documentário (apenas mediano) Stones In Exile, o relançamento em grande estilo do álbum e, por fim, o lançamento oficial do filme Ladies And Gentlemen.





Sobre Ladies And Gentlemen, trata-se da gravação de alguns shows realizados no Texas durante a turnê de divulgação de Exile. O filme teve, no final da década de 70, uma curta carreira nos cinemas e se tornou, posteriormente, em um dos mais cultuados vídeos piratas dos Stones. A gravação em si não é das melhores, ao deixar de lado a platéia e se concentrar em demasia em Mick Jagger. De qualquer forma, a banda estava tinindo e o tratamento de imagem e som valem a pena.





É isso aí, não deixem de conferir.

Momento Jarmush

Toda terça, um vídeo sobre o universo fantástico do diretor de cinema americano Jim Jarmusch, que é uma espécie de padrinho deste blog.